Diz o Maciek, meu melhor amigo polaco, que não era necessário criar propagandas na Polônia comunista. Se houvesse produto as pessoas comprariam de qualquer forma.
Então... Alguém de diz o que é que esse ad está anunciando?
1. Banheira?
2. Sabão de banho?
3. Grecyn 2000?
4. Torneira e misturador?
Hmmmm.
"Nos ternos que confeccionamos você se sentirá confortável" (como em uma banheira)
Calor senegalês. Se ligo o ar condicionado, minha rinite ataca. Se não ligo, a pressão cai. Que dia tão legal pro pedreiro pintar o corredor da sala. Calor.
Barulho de rojão. Odeio barulho de rojão, fogo de artifício de pobre. Só serve pra fazer barulho enquanto o Serjão sobe na laje com bermudão e chinelo de dedo pra estourar alguns "fógo" com o barrigão de fora.
Daqui a pouco a São Silvestre passa pela casa... O papagaio fica histérico, não há vento que melhore essa onda de calor infernal.
Odeio dia 31. Ele trás tudo o que odeio, parece um concentrado do pior de 2007 nesse clima que detesto de especiais de fim de ano e gente arrumada na casa de alguém suando pencas e derretendo a maquiagem. Chega, 2008. Logo. E acabe logo com esse dia 31.
Por favor, aliens, me abduzam e me levem para Ulanbaatar! Tenho vontade de bater nesse apresentador gordo do jornal da uma da tarde da Record.
Grrrrrrrr.
Pois o melhor reveillón da minha vida deu-se em 2005/2006. Estávamos voando para Milão e ninguém ficou histérico no avião. Não houve fogos. Não houve nada. Gente... É só um dia, chega de putaria. E o barulho de rojão ficou lá pra baixo.
Fernweh é uma palavra alemã que não possui tradução para o português (sim, estudei alemão no Goethe, non sabia?). Mas significa algo como uma vontade terrível de botar o pé na estrada em rumo ao desconhecido. Muito pauperrimanente eu a traduziria como "formiga no cu pra viajar lá longe". Mas, enfim. Deu pra capiscar, né?
Acho que entro em 2008 com essa palavrinha lá no alto da lista. Em breve preparo minhas malas para Dubai e, de lá, para o mundo. Fernwehrnizar por aí, vamos ver para onde vou primeiro: Teerã, Ulanbaatar, Bangkok ou Sana.
Eu aposto Bangkok.
E sabem o que bole ainda mais o meu juízo? Isso. Adoooro voar. Mas ainda prefiro tudinho overland. :)
Logo, minhas palavras para 2008: renovação, fernweh, Ásia. E vai rolar, cagaaaaalhoooo!!!
Videoblog da Íris arrumando as malas para viajar. Estou impressionada com seu nível cultural, articulação, fluência no idioma pátrio, perspectivas de vida e ambições. Viajar pro exterior não é da cultura dela. Mas, como evoluiu, considera umas comprinhas nos States.
Uma mulher-crustáceo, mas tão plácida como uma planária.
Chique mesmo é ir de Luis Vuitton recheado de roupitchas Planet Girl e Renner. Porque "verão, sol, praia e mar" não pode faltar. Especialmente em UBERLÂNDIA.
Quer mais? Que tal uma simpatia de ano novo? Segundo a bactéria apresentadora, é tiro e queda. Você entrocha três sementes de româ (pobre adora romã no ano novo, né) numa nota de dinheiro e enfia na carteira. Se não juntar barata, ela garante que você sempre terá dinheiro. Tão verdade que no vídeo anterior ela confessa que não tinha dinheiro para consertar o carro antes do BBB. Adoro.
Contradições, gerundismos e bibelô cafona. Gente. Botaram ácido sulfúrico dentro dessa caixa craniana?
Gente, queria tanto um hit pro ano novo. Não achei. Mas achei um pro ano novo chinês, serve? É logo mais, em fevereiro. Kkkk, será que tem álcool no meu chá? Juro, gente... É tão sensacional que voltarei pra conferir meu blog amanhã pra saber se estou sonhando ou não.
Alguém quer uma bandeira grande de tecido de Québec?
Alguém quer um chapéu de pele de urso (Kari for scum) que trouxe da Romênia?
Alguém quer comprar meu scuba dive gear? Tenho problemas para eqüalizar a pressão embaixo d'água.
Ah... Vestidos libaneses... Tenho vários. Tenho Hijabs lindos, só não tenho burka.
onhecem algum brechó onde eu possa vender meus trocentos sapatos (muitos de griffe), bolsas Lucy in the Sky, GAP, Opera Rock e esas coisas que usava quando era jovenzinha? Camylly Gracyanny, aproveite... Sapatos de griffe e tamanho de trava: calço 39-40 por ser uma racha muito alta, não tenho chulé (rico não tem chulé) e os sapatzeenhos estão novíssimos. Brincadeirinha, fica brava não, mwáh. :)
Gente, meu quarto está ficando espaçoso. Meu armário está quase organizado. Minhas resoluções de ano novo estão funcionando. Ok, só falta começar a malhar. Só isso. De resto: documentos impecáveis, cacarecos quase reduzidos a 1/3, novo emprego que kick asses e quase 3 anos de namoro com o bofe mais gostoso da terra.
Weeeheeeeeeee, happy new year. :) Podem continuar minhodiandozinho.
A redação (caham, caham) de Ah! Libanesa! recebeu muitos hate-mails, hate-comments e hate-macumbas com críticas pessoais, ofensas e pitizinhos de gente inconformada com minha "falta de respeito" com a apresuntada Bitch-a-zir Bhutto. Ó. Falta de respeito é vossa falta de proteína na primeira infância!
Nunca celebrei a morte da madama - que considero muy corrupta, de índole questionável e pedante. Infelizmente, para vossa tristeza, não sou uma libanesa que pegou o jornal ontem, leu 4 artigos que floreavam a vida da cicrana e saiu dando pitacos em blogs mundo a fora e fazendo a linha "luto por Benazir".
Sou uma libanesa que namora um paquistanês de verdadinha há 3 anos, que conhece o Paquistão e pessoas que lá vivem pessoalmente, que leu a história do país e, que com diferentes bibliografias, não conseguiu tapar o sol com a peneira: Buttho foi corrupta e pedante. Foi linda, estupidamente bonita. Acho que esse é o único adjetivo que consigo pensar quando vejo suas figura elegante, pero tão podre.
Só porque era mulher que devemos esquecer tudo isso? Credo, que corporativismo, kkkk. That's so last week.
Isso não significa que esteja feliz. Não estou. Caralho, estou passada. Infelizmente a morte dessa tia representa uma coisa muito ruim para um país que caminha em passos largos para uma teocracia - embora GRANDE parte de sua população seja bem educada e prafrentex.
Pela primeira vez em três anos considero uma viagem ao Paquistão como uma indiada perigosa e não embarcarei para lá em janeiro ou fevereiro, com certeza. Estou heavy-hearted, triste, acabada.
E nem por isso vou fazer a Pollyana e pintar Bhutto como mártir da nação. Se o país chegou a esse caos é porque ela teve grande participação histórica no rebosteio.
Enfim, deu para entender? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Cuidado pra não ligar seu secador de cabelo no focinho do poodle. Já que te faltou proteína e você não consegue sintetizar idéias e compreender texto, que tal um tratamento?
E não, não apanho do namorado e ele não tem 3 esposas.
Incrível. A corruptíssima e pedante Buttho já virou "heroína", "guerreira" e "exemplo feminino". Aham. Lógico. Existe uma sutil diferença entre o que ela realmente foi e como está sendo retratada. Tipo... Padre, penico e pneu de caminhão.
Sinto pelo porvir paquistanês, que não é nada animador. Ainda mais quando o país está salpicado de pessoas que amamos. E sinto demais pelos filhos que deixou, perder mãe deve ser foda.
Falando localmente... Se paínho (ACM) causou aquela comoção quando morreu, o que será de nós, sírios e libaneses, quando Titio Maluf subir no telhado? Sim, ele é um pulha, ladrão, vendido, abestado, cínico. Mas é o Titio Maluf que os paulistanos adoram. Vou comprar a edição especial da Veja sobre sua vida e acender uns kibes pra Nossa Senhora do Paraíso, a Nossa Senhora dos turcos, libaneses e donos do comércio local.
1. Tootsie, please, me mande seu e-mail por comment (pode deixar que não vou publicá-lo) ou khurrina@gmail.com ;
2. Alguém tem o mp3 "O Peixe ou a Criança" do Amado Batista? Se tiver, alguém me manda, please no khurrina@gmail.com ?
Eu ADORO música brega. Eu AMO o Amado Batista. Eu passei a véspera de natal na frente da TV com o prosecco na mão assistindo Fábio Jr e gritando "gostoso", cantando junto especialmente a "senta aqui". O Celso Dossi estava no cruzeiro dele, tenho certeza, pois parou de responder meus torpedos.
Ha ha ha preciso parar de postar sob efeito de champagne. Amabile, Tony. Gosto dos docinhos.
Alguém me diz qual é o melhor DVD da Banda Calypso? É que quero comprar alguns DVDs e levar pra Dubai, pra quando bater a saudade da nossa música. :) Que Ivete o quê, eu quero Fernando Mendes e César Alexandre.
Você é a ciganiiiinhaaaa dona do meeeu coração... hick... não tenho berço de ouro... mas vou pedir a sua mããão...
Kkkkkkkkkkk adoro dia 25. Sanduíche de peru. Bolinho de peru. Hick. Tortinha de peru.
Sabem o que eu fiz nessa tarde? Me baixou a Dita e limpei meu armário de maquiagem e cremes no banheiro. Hick. Nem a gaveta de remédios escapu, lembram do meu projeto "limpar, organizar, jogar fora, doar, renovar"? Pois é. Nem a caixinha de remédios escapou... Hick... Sempre jogo os remédios que devem ser jogados fora no vaso, vai que alguém resolve remexer no meu lixo e toma resto de antibiótico e anti-depressivo achando que é balinha? Kkkkkkkk... hick... Kkkkkkkkk!!!
Pior é que o Welbutrin grudou na porcelana. Carai. Deixem-me ir lá pegar a escovinha e desfazer a cagaaada... Hick... Kkkkkkkk!!! Kkkkkkkkkk!!!
Após ler o post do Guee (te adoooro, saudades horrendas), tenho certeza de que nossos brinquedinhos de infância favoritos são muito cheios de, er, hm, sexualidade. O que eu a-do-ro, obrigada mamã por ter me dado pôneis e Barbies (e não bonecas em forma de bebê ou de pano). Adoro-os até hoje. Minha sorte é que sou uma colecionadora de Barbies (pro, gathos, PRO) e posso me dar ao luxo de go childish e me comprar uma boneca de vez em quando.
Meu amigo Guee observou que as bonecas do Fairytopia são MUITO travas. Coisa que tinha notado desde a primeira vez que vi a Fairytopia, acho que foi em Toronto, um bocado antes de chegarem aqui. E até agora só vi uma (que representa bem a sua classe de fairies):
Mini Léo Aquila, lin-da.
A triste verdade é que o preço dessas Barbies ainda é proibitivo aqui no Brasil. Ainda não comprei minha Fairy acima pois me recusava a pagar R$ 199 em uma boneca Barbie que não pertence a nenhum premium label da Mattel. A boa notícia é que o preço caiu para R$ 54,99 nas Americanas e, agora, até considero.
Vale lembrar que uma Barbie Pink Label custa em torno de 19-25 dólares americanos lá fora, ou seja, penso muito antes de tirar o escorpião do bolso para arrematar uma boneca no Brasil. As taxas de importação aqui me deixam lôca da buceta, imaginem como NÃO estou DEMENTE para chegar em Dubai e embolsar a Barbie Spain e Sumatra por USD 20 cada?
Porque a Mattel fez isso só pra me foder:
A primeira não é a PRÓPRIA TYRA BANKS no episódio ANTP em Barcelona? E o sapatinho da Sumatra?
É com muita tristeza que não vi a Mattel lançando as Water Fairies por aqui, são simplesmente um lüxo:
Mas voltando a sexualidade dos meus brinquedos... Como muitas meninas, eu tive muitas Barbies para poucos Kens. Lembro do meu primeiro Ken: um galanteador com terno prateado e sapato branco, uma coisa meio SBT, hediondo. Sem falar daquela cara de galã de filme da sessão da tarde em 1985:
Oi gatha, quer dar um rolê no meu Miura?
Eram horrendos. A verdade é que ganhar um Ken era chato. Ele não servia para nada além de fazer par com a Barbie. Não havia muita opção de roupinha, não dava para pentear o cabelo: era apenas uma muleta sexual. E sendo assim tão simplório, era muito mais legaaaaal ganhar a Barbie Rock Stars:
It was aaaall about the picumã, hun.
Com a falta de Kens para nossas Barbies, geralmente rolava uma bestialidade entre minhas Barbies e meus bichinhos de pelúcia (prática comum na época, o que o diga Tia Kelly). Algumas já foram casos do meu Peposinho, do macaco Murphy e até mesmo dos comandos em ação do meu amiguinho Márcio, que morava aqui no prédio. Vale lembrar que, naquela época, os G.I. Joes não eram do tamanho do Max Steel. Eles eram menores do que as Barbies (batiam em suas coxas, mais precisamente), logo, a coisa saía da bestialidade pura e simples para o bizarro.
E quando a Estrela lançou o Ken com cabelo comprido? Ihihihi, coitada da minha mãe. Eu a fiz rodar lojas e lojas e lojas, a coitada teve que ir até a Zona Norte de Sampa (quem me conhece sabe que sou muito bairrista pra sair da região sudoeste antes dos rios) para me comprar o tal boneco da Bela e a Fera que, assim como o príncipe do filme, tinha cabelo comprido:
Marimar e o tal boneco.
Não me entendam mal... Mas, para a época, esse boneco era o MUST por ser o primeiro a não ter cabelo de plástico duro não penteável (os antigos Kens tinham uma protuberância plástica pintada de marrom que se fazia passar por cabelo). Foi difícil encontrá-lo e lembro, até hoje, de como foi caro. Logo, se alguma amiga encostasse no meu Ken cabeludo... Morreria defenestrada.
O mesmo se aplicava às minhas Barbies: nenhuma, além da loiríssima Pamela (eu dava nome de pobre pras bonecas), ficaria com ele, Carlos, o amante norueguês ator de Hollywood com nome latino. Mas vocês sabem, os homens são promíscuos e a baixaria começou a correr na casa da Pamela. Ele passou o ferro até na empregada, uma Xuxinha da Mimo chamada Jandira.
O tempo passou. Alguns Kens e Bobs ganharam cabelos de verdade (ok, não era de verdade...), tipos mais morenos e afros. Minha infância ficou para trás enquanto a Mattel deixava a brincadeira mais politicamente correta e, obviamente, muito mais divertida lá nos Istaites. Na verdade eles existiam desde 1981, mas até chegar ao Brasil foram outros five hundreds... E eu nunca fui pra Disney quando pequena.
Logo:
Sunsational Malibu Ken, de 1981 e Olympico Ken da Venezuela, o latinão garboso de 1985... Só os conheci muuuito tempo depois.
Tango Ken, de 2002.
Notem que, de um tempo para cá, tanto Barbies como Kens ganharam feições mais diferentes. Hoje você encontra Barbie loira, morena, asiática, rostos com feições do subcontinente indiano, enfim, uma variedade incrível para todos os gostos, raças (embora não acredite no conceito de raça) e, até, religião.
Fulla, a menina dos olhos da minha coleção. Quem nunca assistiu ao comercial, veja-o aqui.
Então surgiu o tal Max Steel. Todo atlético, garboso, scuba diver etc. e tal. Um brinquedo lançado para meninos...
Todo bombadinho, aposto que fala 4 idiomas e só pede Cosmopolitan. Obviamente nem foi cogitado como um potencial namorado para a Barbie e vocês sabem o motivo. Ainda acredito que ele levava Kens e Bobs para a baladinha, rolava de tudo e jogavam a culpa no GHB. Ahem. Sei.
Mas nada era tãããão descarado como os pequenos pôneis. Pôneis, gente. Animais fofinhos cheios de glitter e cabelón. Também tive alguns pégasus e alguns unicórnios. E os nomes? Twilight, Fizzy, Galaxy...
Eu tive o tal Banho de Cascata. Oras, que fofo: uma nuvenzinha onde o pônei tomaria seu banho de espuma com um arco-íris ao fundo. Tipo, me engana, né? Depois que vi esse vídeo sobre a verdade dos cavalinhos, entendi o que a vida me reservou...
Agora entendo como tenho tantos amigos who wished for a planet full of unicorns. A-do-ro. Turca adora brilho, fazer o quê?
Tô bem. Minha cirurgia foi joínha, meu nariz não está muito inchado (endireitei meu septo nasal) e estou ótima, quase que pronta para jogar uma pelada. Ok, isso é mentira, sou muito sedentária para isso.
No mais, estou me sentindo como descreveu a Lux: lembram da loira do banheiro? Sangue e algodão no nariz? Três descargas e ela aparece? Pois é... Tô assim. Morena do banheiro. Mas basta tocar uma descarga que eu entendo e apareço. Afinal, não sou loira, oras pois. Uma basta.
Deixo esse videozinho pra vocês. Amanhã tenho uma cirurgia... Ninguém merece um pós-operatório pós-Eid e pré-Natal. Mas ok, it's just a silly thing. Estarei de volta no domingo. Para não ficarem libanesa-sick, deixo mais um videozinho chochando o conhecimento de mundo estadunidense.
Nah, não tenho na-da contra U.S., aliás, adoooooooooooooro me acabar em Nova York. Mas, bem, enjoy:
Hoje minha mãe me deu um esporro dizendo que eu coleciono cotoco de sabonete. Não é que eu colecioooone, é que guardo os cotocos pra colocar na esponja de esfoliação. Aproveitar até o final, né?
Anyway, ela me disse: "tu é turca mesmo". Disse isso enquanto desamassava os papéis de embrulho de presentes já recebidos para reaproveitá-los. Kkkkk.
Não se admire se receber um livro meu com a embalagem toda amassadinha da Kopenhagen, huahuahua! É, todo mundo tem um pobre interior.
São Paulo está insuportavelmente cheia. Não adianta jogar a culpa em pessoas que vêm de outras cidades para fazer compras. Hoje eu peguei um trânsito até decente (se levarmos em consideração a época) na 23 de maio, Juscelino, Chucri Zaidam, Chedid Jafet... Mas bastou passar ao lado do Ibirapuera que o trânsito pa-rou.
Grrrrrrrrrr.
O motivo? Um mooooooooooooooonte de gente parando pra ver essa árvore:
Êita coisa feeeeeeeeeia.
Vontade de passar com um remo de madeira dando na bunda dessa gente que só entope o trânsito da cidade. Odeio muito tudo isso.
O que eu digo é tão verdade que a Paulista está intransitável. E o que tem na Paulista? Um monte de gente entupindo rua pra ver Papai Noel. Ah, meu cu.
Ontem assisti no "The F Word" um top ten de coisas que que as pessoas ODEIAM em restaurantes. Entre perfume forte, cigarro e celular, o pessoal votou em duas coisas que são, de longe, meus favoritos ao título de coisas mais horripilantes que poderia encontrar na sagrada hora da refeição:
CRIANÇAS
Não, não odeio crianças. Não estou falando de criancinha educada que senta-se à mesa e come sem fazer sporcaccio e barulho. Vejam bem, conheço crianças fofas e divertidas que, no singular, não me tiram o apetite. Mas estou falando de PLURAL, de crianças correndo, gritando, chorando pelo restaurante.
Não é à toa que sou fã da pousada "Pardieiro", em Paraty, do falecido Paulo Autran. Lá era proibido a hospedagem de crianças com menos de 16 anos. Olha... Eu aumentaria para 20. Adolescente é pior que criança: os petizes levam um tapa e calam a boca, os aborrescentes ficam revoltadinhos e viram satanistas/emos.
AMAMENTAÇÃO EM LUGARES PÚBLICOS
Pra mim esse é o crème de la crème de todas as coisas horríveis que posso presenciar num restaurante. Me botem pra almoçar no Parque da Xuxa em horário de pico, mas não coloquem uma mulher sem noção desenrolando o tetão na mesa para uma criança chupar, arrgh.
Calma. Não tenho nada contra a amamentação, acho um absurdo a criançada ser desmamada precocemente. Mas em nome da boa educação e do pudor: CUSTA ir ao banheiro ou a algum lugar mais reservado? Se não for possível, CUSTA cobrir o seio?
O final do ano chega, os Cristãos celebram o Natal e os judeus, o Hanukkah. E os muçulmanos? Celebram o Eid-Ul-Adha.
O acontecimento não é muito diferente: todo mundo se reúne com roupa de festa, comem até o bucho explodir e rezam. Mas uma cousa muito me perturba e ainda bem, ó céus, ainda bem que o Saj não faz mais isso: sacrificam um carneiro (ou bode ou boi ou camelo) para doar a carne aos mais necessitados. Ok, sei que é nobre. Mas a ocidental aqui, por mais libanesa que seja, não agüenta a idéia de ver um bichinho ser sacrificado e dorme muito feliz sabendo que sua nova família compra a carne já abatida e cortada no açougue.
Meu lado Luisa Mel acaba quando o estômago ronca, hehehe. Desde que eu não presencie o sofrimento do bichinho e meu bife não tenha forma de bicho (exceto peixes e bichinhos do mar). Ok, hipócrita mas não sou ruminante, preciso de carne, não venha pregar vegetarianismo por aqui.
Olá, sou um carneirinho fofo, pareço seu poodle de estimação, mas serei abatido na frente da família toda e arruinarei o apetite da criançada, béééé.
Essa celebração é conhecida como "Festa do Sacrifício" e marca o final do Hajj (a peregrinação a Meca). O babado é o seguinte (vou colar da Wikipedia, preguicinha):
Os muçulmanos acreditam que Ibrahim conversou com Deus em um sonho, e Deus disse para Ibrahim sacrificar aquilo que lhe era mais preciso e amado, e para o homem era seu filho, Ismail. Ibrahim então relatou ao seu filho a vontade de Deus, e este concordou com o sacrifício. Ambos partiram para Mina, cidade perto de Meca, onde Ismail morreria. Pelo caminho, Ibrahim foi tentado pelo demónio, que disse para desobedecer a Deus. Mas Ibrahim ignorou a tentação, colocou uma venda em seus olhos para não ver o que mais lhe fazia sofrer, e cortou a garganta de seu filho. Quando Ibrahim retirou a venda, reparou que Deus colocou ao lado do seu filho um carneiro, que foi morto em vez de Ismail.
Logo, se você tem algum amigo muçulmano, amanhã é o dia para que você envie seus votos. Se politicamente correto é hype e você pode encontrar cartões virtuais bacanas em:
Minha inveja branca (porque é uma inveja boa, não desejo o mal para quem invejo, ao contrário, pago um pau fodido) se dá quando vejo mulheres muito prendadas: cozinham e ainda mandam bem no artesanato.
Não me lembro de ter desenformado nenhum pudim sem desmontá-lo ou ter feito algum artesanado que tenha ficado legal. Geralmente ficam uma bosta e acabo jogando fora. O que o diga a mesinha de mosaico que eu fiz com a minha mãe... Kkkkk, foi uma das coisas mais feias que fizemos. Get real, Bubu mother, temos vários talentos... Mas artesanato não é um deles.
Estou ba-ban-do nesse Flickr, da minha xará Karina. Ela faz coisas lindas, tem uma filha muito fofa, fotografa bem e, pelo visto, ainda manda bem na cozinha.
Enquanto a mulherada sonha em ser independente e ter um emprego que a leve para diferentes continentes, minha mais nova ambição é sossegar o rabo e casar e fazer coisinhas bonitinhas pra casa e cozinhar e cuidar do maridinho. Quem disse que a mulher feliz é uma workaholic? Pois peguei minha carta de alforria em setembro último. Em fevereiro inicio uma carreira ainda mais louca. Mas dane-se: tudo é por uma causa. E a minha é ser um pouco Amélia lá na frente.
Agora meu futuro será um pouco pior (incluirá Australasia, África e Am. do Norte). Mas não vou me deixar abater, ao contrário... Vou recolher coisinhas, histórias e lembranças para, mais tarde, deixar meu casulo mais aconchegante. E depois de alguns aninhos, juro, vou mandar muito bem no patchwork, nos scrapbooks e na costura. E, talvez, desenformar um pudim de leite de forma não tão apocalíptica.
Até lá vou babando nesse blog aqui, também. De onde, aliás, retirei a fofíssima ilustração desse post.
Para não ficar tão workaholic nesses próximos três anos (a duração do meu contrato), faço minhas resoluções de ano novo (senta que lá vem blá blá blá): ficar fluente em árabe clássico (e não meu nheco-nheco de libanês do interiô), endurecer as geléias que carecem de uma academia, muita dança do ventre (ha-ha) e terminar a porra do francês. Também deixar de ser tão amadora na fotografia e fazer um MBA urgente, já que o mestrado eu já enrolei mes-mo.
Ah... Também quero emagrecer, ser mais organizada, procrastinar menos e blá blá blá...
Porque não passarei por essa fase com tanto bom humor e otimismo que nem os japoneses. Vou é vomitar na primeira fralda que trocar e desmaiar se tiver que limpar algum fiofó sujo...
Agora, alguém me fala o que tem na água do Japão? É suquinho cor-de-rosa sabor Buballoo de tutti-frutti da Hello Kitty? Tipo... Vejam isso...
Hahahaha, a cara do moleque largando o cardoso no final é ím-par.
Só vi hoje, no Estado de S. Paulo... Tive a oportunidade de conhecer o Marcelo numa palestra na Cásper e achei-o muito simpático e cheiroso - minha shrink diz que eu procuro a imagem paterna em homens mais velhos, não fode, se procurasse meu pai em cada bofe maduro só sairia com ninfetinhos, inhécati.
Hoje descemos para Santos para resolver uma documentação do nosso apartamento na construtora e, na volta, tivemos a feliz oportunidade de conhecer Cubatão. Explico: na volta, a Imigrantes estava congestionadíssima e seguimos via Anchieta. Mas precisávamos abastecer e já estávamos quase na serra.
Logo, fizemos o retorno para abastecer o carro em Cubatão onde, segundo minha mãe, a gasolina seria mais barata por não "pagar transporte". O fato é que o primeiro posto que vimos realmente oferecia uma gasosa marba, mas o nome "Shalon" deu um je ne sais quoi de gasolina ecumenicamente batizada.
Gente... Pára tu-do: eu finalmeeeente conheci Cubatão. Tipo... Weeeheeee!
Os cubatoetas que me perdoem (no idea de como seja o gentílico de lá) mas, antes de conhecê-la pessoalmente, pensava que a cidade parecia merecer a primeira sílaba do nome fama. Não estou dizendo que seja uma Paraty charmosinha da vida: não é. Mas é simpática, pequena e eu adorei abastecer por mares nunca antes navegados. Porque adoro indiadas e adoro Peshawar e quando posso, vou pra Ijuí (RS). Tão me entendeeeendo?
Logo, não vão encher minha caixa de comentários perguntando o que eu tenho contra Cubatão porque sua tia avó é de lá (e meu bofe é de Peshawar, coitado): não tenho absolutamente nada contra, aliás, achei joínha.
E, aparentemente, há uma comunidade chinesa vivendo ali. Porque se encontro chinês no Noroeste do Paquistão e no sudeste do Peru, porque não os encontraria em Cubatão? É tudo uma questã de logística, ora bolas, e na próxima eu páro para comer um pasteel de poodle carne nas pastelarias de lá.
Mas sabe o que é mais sensacional, minha cálega? É entrar no portal da cidade e ver o que rola no município. Adoro portais ecléticos cheios de HTML, cores fortes e variedades. Quantas utilidadessssss...
E se quiser ferver na náite, cálega... Se jogue no:
Onde a balada é um (complete o espaço)______________!!! Pena que o site não mais esteja no ar. Que pena, porque será?
...
Agora, chistes de lado... Cubatão, por incrível que parecer possa, tem opções bacanas de ecoturismo como a Trilha do Perequê. E estou com muita vontade de fazer o passeio pelo Rio Cubatão até o Porto de Santos (foda-se, o cocar é meu). E a trilha da Estrada Velha de Santos / Caminhos do Maré um passeio super bacana que recomendo a qualquer um, mesmo que não tenha tacape e apito.
Não assisto Heroes, não sei o que rola no canal Sony e pouco me lixo pros lançamentos de filme dos canais Telecine, HBO, Cinemax e outros. O que eu gosto mesmo é de Discovery Channel, Nat Geo, Discovery Home and Health (os programas de doença e mulherzinha) e os de decoração do People and Arts.
Um dos meus programas favoritos é o Pesca Mortal (assisto porque passa às pencas no Discovery). Adoro o Capitão Sig Hansen (totoso) e tenho oportunidade de conhecer o universo masculino muito testosteronado já que o que eu freqüento é mei, hmmm, Planet Unicorn heeeey (veja o post mais pra baixo).
turquinha baba no loirão
Já até pensei em largar a carreira aérea pra pescar caranguejo (pagam muito bem), mas na primeira pinçada do bichinho eu iria chorar e pedir pra voltar pra casa. Então não, né? É legal, eu adoro o mar mas isso tem limite. Iria ficar cansada rapidamente e precisaria de doses cavalares de Florais de Bach. Só topo quando o Manolo fizer uma galocha que agüente.
<mode Luisa Mel on>
Mas muito me choca a violência dos pescadores com os bichinhos. Ok, pescar é pescar, não vou fazer a vegetariana frufruzinha porque eu adoro muito isso aqui:
nham nham, primeiro o Capitão Sig, depois isso aqui, nham nham
Hoje mesmo um dos pescadores ficou com odinho porque levou bronca do capitão e deu um chutão num caranguejo. Tadinho, geeente. Eu sei que os bichinhos serão devorados por pessoas carnívoras como essa turca que vos escreve. Mas não precisa exagerar, né? O bichim voôu, pelo barco. :( Meu cu pra esse fiodaputa.
Pior não são os que vão pro tanque. Afinal, eles vão pro tanque e não sabem que vão morrer. Quando levam a martelada no cucoroto já passou, puft, acabou. Triste mesmo são os caranguejos que não "prestam": fêmeas (ó mundo misógeno) e caranguejinhos pequenos. São devolvidos ao mar...
Mamãããããe?
Porque são pescados num local X e devolvidos a não sei quantas milhas náuticas depois. Vivem para sempre perdidos e longe da mamãããe.
Sabe que pensar nisso fode comigo?
</mode Luisa Mel off>
Pronto, passou meu acesso de frescura. Vou voltar pra minha maratona no Discovery Channel. I'm a bubble, goodbyyyyyeeeee!
Isso é "El Condor Pasa" em polonês ou colocaram LSD no meu leite? Com sample de Ace of Base? Ai, muita informação pr'uma sexta feira a noite. Diskopolo rulez. Cuma?
Aí zetchi: o natal chegando, o povo ficando mais caseiro (ou não) e taaantas opções na locadora. O que assistir? Seus pobrema se acabaram-se. Tia libanesa passou na 2001 da Sumaré e fez algumas escolhas infelizes para alegrá-lo durante essa época natalina. Ou não.
Ping Pong na Mongólia
Quando vi este título na prateleira, pensei "o-ba, filme mongol com criancinhas e cantores guturais, yuppi". Peguei o DVD sem pensar duas vezes e só me dei conta da encrenca quando li a sinopse já em casa.
Assim, uma puuuta encrenca: um molequinho que vive numa região rural da China (a sinopse diz China e o título diz Mongólia, como não tive saco de passar dos 10 minutos, não me pergunte o motivo) onde não há eletricidade e outros confortos da vida muderrrna encontra uma bolinha de ping pong num córrego (riacho de pobre).
A história se deselvove a partir daí, quando Bilike (o moleque) decide descobrir cazzo is that. Sua avó, aquela velhinha peralta, lhe diz que é uma pérola que se iluminará durante a noite. Lógico que a criança vira alvo de chacotas quando a esfera de plástico não brilha. Aaaah, mas ele não desiste e vai até um monastério para tirar a dúvida. E pirar na batatinha, como todo bom filme asiático que dá um sono daqueles... Mas que ficamos até o letreiro subir no Unibanco pra fingir que entendeu.
Que saco. Que bosta de história. Não passei dos 10 minutos iniciais pra ter certeza.
O Hospedeiro
Sim, eu a-do-ro os orientais. E esse filme não é só um Godzillah moderninho da Coréia do Sul (que produz filmes muito interessantes além dos japas e dos chineses), mas uma trama que mescla ficção científica, terror, comédia e drama no ponto certo para não entediar e criar coisas non-sense como os filmes tailandeses.
A história começa quando uns médicos jogam um troço torneira abaixo (sorry, mas eu dormi em todas as aulas de química) que cria uma mutação do mal. E, num belo dia, o bichão dá as caras na cidade para fazer aquele estrago tipo Godzillah e inimigos do Jaspion.
O monstrinho rouba a filha de um vendedor de miojo que, ao lado dos familiares, não desistirá em sua busca. O filme é tão muderrrno que a criança é localizada graças a um telefone celular. Lógo, penso eu, que bosta deveria ter sido um changeman nos anos 80.
Gostei super. Ri um bocado, cortei uns pregos de medo, rolou catarse. Joínha. Vale cinco kibes na minha pontuação.
Aaaah, então é isso. Brinquei com meus pequenos pôneis por toooda a minha infância. Pôneis e Barbies, aposto que toda fruit fly que se preze brincou horrores com seus cavalinhos alegres e patricinhas de plástico. Ainda tenho meus pôneis e uma coleção de Barbies ma-ra-vi-lho-sa. Não é à toa que I am what I am.
Ele repete tudo o que cansaaamos de repetir: não somos terroristas, não usamos turbante e não te achamos um infiel. Sem falar que esse aí é gatzeenho, parece meu amigo Rafael (também turco). Só é gordinho, mas nada que um Dream Week da Luciana Gimenez não resolva.
lets go haram, hun
Mas acho que o vídeo é exagerado. Pois se eu entrasse num banheiro e visse alguém lavando o pé na pia, eu teria O enfarto. Kkkk, choque de civilizações é hype, especialmente quando se dá entre os que pertencem ao mesmo er, hm, nicho.
O mundo moderno é uma cousa: grupos específicos são cada vez mais específicos. Sejam chineses que jogam ping-pong na Mongólia ou colecionadores de borboleta do nordeste do Afeganistão. É.
Recentemente a chiquérrima Lu Farah me enviou um link de um fórum específico para as mulheres estrangeiras casadas com paquistaneses. Entendam estrangeiras como não-paquistanesas, please. O blog Sometimes Sobia é uma de-lí-ci-a e me identifiquei super, afinal, sou uma sometimes Drakhshandae.
Só para constar: tenho outras leitoras iguaizinhas a moi, que são brasileiras casadas com paquistaneses. E, peut être, colecionadores de borboletas do nordeste do Afeganistão. We never know.
O substantivo "despeito" que me perdoe, mas para tê-lo em grau profissional a feiúra é um requerimento fundamental. É o que constatei pelos comentários na blogosfera sobre a deliciosa White Party de Rogerio Figueiredo, no último domingo, na The Week. Prometi a moi même que me daria algumas férias da blogosfera para deixar as feridas da perda de meu sogro cicatrizarem um pouco.
Mas vocês sabem que eu não consigo.
Eu sei que o tal mundinho é cruel pois, além dos amigos e amigas que amo, é cheio de veneno e gente que reclama de tudo. São pessoas infelizes, feias, anônimas que não conseguem ter melhor visão de mundo dado ao seu repertório limitado e igualmente tão infeliz, feio e anônimo.
Ou que, simplesmente, não tinham convite e estão disparando por aí que a The Week é isso, que o anfitrião é cafona, que o público era feio, que a festa foi ruim e toda aquela coleção de chavões cheios de dor-de-cotovelo do gélido e úmido cantinho do esquecimento das pessoas feias anônimas.
E lhes digo que a festa estava uma delícia: as pessoas estava felizes, o branco em excesso deixou o visual da festa lindooo, a música estava no ponto certo, a vibe era incrível, os amigos ao redor eram os melhores (embora tenha sentido falta de tantos outros que por lá não encontrei). Então, como dizer, ainda, que a festa foi uma bosta?
Peço a Allah que poupe tais pessoas dessa coisinha tão feia chamada inveja: além de fazer mal a saúde, te faz passar um papelão daqueles. Logo não me espanto que tais pessoas se escondam sob nicks anônimos e outros tão vazios de identidade como "SLK 500". É ó incansável talento de ser um crítico descontrutivo que não faz nada que preste e não tenha colhão de dizer coisas assinando nome e sobrenome.
E o que me fez sair do jejum de posts, na verdade, foi o dever em agradecer os amigos e novos-amigos tão queridos e deixaram meu último final de semana um pouquinho menos amargo: blogueiros, leitores, amigos e amiga de blogueiros, colega de companhia aérea e as mulheres maravilhosas de paquistaneses.
Obrigada!
E obrigada, também, ao Rogerio Figueiredo, que deu uma festa fantástica que se tornou referência. Ainda guardei com carinho o flyer do Leo Gross: está lindo e o Leo é um que-ri-do.
Ontem a morte chegou às cinco da tarde. Não só levou meu sogro mas matou um pouco a pessoa que amo. Nunca imaginei que o senhor Ghafoor não estaria mais lá quando eu voltasse à Peshawar. Pois eu tinha certeza de que levaria mais alguns quilos de café Paraná para ele, assim como sabia que ele seria o avô dos meus filhos e que nos sentaríamos todas as manhãs para ler jornal e discutir política tal como fazíamos quando estava no Paquistão.
Ghafoor foi um dos maiores juízes que o país já conheceu, foi reitor de uma universidade e uma das pessoas mais agradáveis que já conheci. Sempre me impressionei com a complexidade de suas expressões faciais: vivia de cara fechada, mas quando sorria era impossível não contagiar àqueles a sua volta. E tão logo ele voltava a sua expressão tão séria concentrada em noticiários quase que 24 horas por dia enfiado em sua shalwar kameez (traje paquistanês) impecável. Fico feliz em tê-lo feito sorrir em quase todos os momentos em que estivemos juntos.
A dor é terrível. Com ela vem a sensação de que o porvir só pertence a Deus e, mesmo que nossa vida pareça estar entrando nos eixos, nunca poderemos dormir tranqüilos pois o acaso nos sempre estará pronto para nos dar uma rasteira e deixar a vida amarga. Impermanência é de foder.
Gostaria de agradecer aos meus amigos e novos amigos que conheci nesse final de semana. Vocês anestesiaram um pouco a dor e lhes agradeço de coração pelo carinho que sempre demonstram comigo. Mas vou ficar uns dias sem postar por aqui.
Gente. Sei que vou ser cru-ci-fi-ca-da por algumas monettes e culturettes e mais uma sorte de pessoas que acham esse cantor uruguaio o último baklava da Península Balcânica. Ok, ouvi algumas músicas. Então vi sua performance. Odiei o look, a performance, o scarpin e a voz. Deus, a voz...
Don't take me wrong... Eu a-do-ro afetação. Mas afetação e Vila Madalena são antônimos. Brechozinho, ECA-USP, malabares... Hello-o. Dá licença que vou passar o Valentino no corpo pra melhorar da náusea.
Vi no Youtube. Melhor que Tela Class... Tia libanesa Ana Karina Patrícia Cristina de Albuquerque Araújo Haddad Abbud lhes oferece: Street Fighter, the Later Years. Caguei de rir horrores. Porque sou muito nerd, lógico.
Achei esse Dhalsim muito feio. Meu marido faria um Yoga Flame mais bonito.
Hoje liguei no Lavoisier. A tchutchuca atendeu e colocou o telefone no mudo. Ou achou que colocou. E disse "que saco, essa cliente fica dizendo alô, alô"... e depois ainda disse "vou mandá-la pra casa do car..." e a ligação caiu. Isso às 08h10 da manhã.
Não preciso nem dizer que, desde já, o único exame que farei lá será o de "fez". E só faço lá porque a bosta da Sul América terá que pagar.
- Bomba? Caralho, mãe... A família é libanesa mas não exagera, né...
- Eu disse pomba, com P, ô!
- Aaaaahn... Mas... Cuma? Como alguém morre de POMBA?
- De doença de pomba, Kaká. O tio Fuad jogava milho no quintal e achava lindo quando enchia de pomba. Aí morreu.
- Aaahn, então foi de TOXOPLASMOSE, mãe!
...
Fala sério. Duvido que alguém tenha uma morte em família mais imbecil (ok, eu tenho mais uma, mas fica prum próximo post). Eu mesma já quis empurrar vários ninhos janela abaixo. Nojinho, né? Mas de pomba eu não morro, tchê.
Para quem gosta de Little Britain, Monty Python, Hermes e Renato... Recomendo que vá agora ao You Tube e digite "Gato Fedorento",um mix dos três made in Portugal. Confesso que me sinto mais a vontade com o inglês britânico do que com o forte sotaque purtugueix - não entendi muito do que foi dito. Mas achei hilário, mesmo assim.
Ok, eu sou uma bicha operada como dizem alguns. Mas tenho um lado caminhoneira que come calabresa com cerveja e arrota o nome do marido. E esse meu lado, hoje, vai ficar tão feliz vendo o Curíntia ser rebaixado... Hmmmm.
Vou assistir ao jogo calçando um saltinho, lógico. Pra não me esquecer da viadice antes de pensar em coçar o que não tenho.
Só tenho algo dizer aos curintianos: wawaweeeeewa!