Mais uma libanesa, aaah!

Nancy Ajram é uma turquinha com carinha de boneca e vozinha suave. Graciosa, meiga, linda. :) Espero que gostem. O único porém é a unha vermelha no pé com chinelinho, urgh!

Mo'gaba



Escrito por Kari às 21h08
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Seje menas recarcada, ô fia, e seje mais felizi.

Hoje vou ficar no escritório até depois das dez da noite. Foda. Mas já salvei meu dia de uma forma simples quando fui buscar um casaco em casa (pois aqui o frio é terrível) e sentei ao lado da minha mãe. Ela apontou pra janela e vimos uns passarinhos fazendo aquela orgia alimentar no nosso pequeno jardim que temos na varanda. Tão bonitinhos, roliços e fofos! Ô bando de bichim bunitim, meu Deusu.

Sério. São coisas simples assim que me fazem feliz. Pode ser muito complexo para outros, mas como digo: "não levo Nietzsche pra ler na praia". E acho que a nossa infelicidade depende, em grande parte, de nossas escolhas.

E como tem gente que escolhe ser mala, não? Só acho que se cada um parasse de se importar com a vida alheia, seriam bem mais felizes.

3,2,1: Hahaha, lá vem comentário pra me espinafrar...



Escrito por Kari às 17h34
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E-mail de uma das minhas leitoras mais inteligentes, acho que vale a pena vocês lerem antes de julgar os pais que deixaram os filhos. Porque, sinceramente, nunca vi tanto comentário "jogo a primeira pedra porque sou o rei da verdade".

Bravo, Ceps:

"Caramba, o ibope do seu blog tá alto hein? Parece que os seu posts pró Líbano estão servindo para mitigar certas idéias. Fico impressionada toda vez que alguém cai de pára-quedas lê um post e fica p... da vida pq não conhece o histórico do blog ou simplesmente se acha no direito de criticar pq não aceitou o que vc escreveu!!! Não entendo como essas pessoas que não sabem respeitar a opinião alheia insistem em ficar visitando blogs se não vão aceitar o que eles vão ler!!! Honestamente, não sei como vc agüenta!!!

Deixei meu parecer sobre as manifestações de indignação referente aos pais que “abandonaram” os filhos na hora do bombardeio. Lógico que eu falo que se eu tivesse numa situação dessa eu nunca abandonaria meus filhos, ou meus pais, ou meu cachorro, mas como eu nunca passei por uma situação dessas eu não posso prever como eu reagiria numa hora dessas.

Tipo, se vc está num avião e ele cai na água vc acha que vc vai lembrar que o assento flutua? Eu já me fiz essa pergunta milhares de vezes e a resposta é sempre não. Se bem que toda a vez que eu entro num avião eu lembro disso, então eu acho que eu teria condições de lembrar, pelo menos, do assento, mas quanto às demais instruções que as simpáticas aeromoças nos passam antes da decolagem, e o que me ensinaram no treinamento de sobrevivência na selva que eu passei no intercâmbio?  Nada.

A única situação de vida ou morte que eu passei na vida foi uma mega turbulência num vôo Londres – Copenhaguem, o avião chacoalhou tanto e perdeu tanta altitude que os bagageiros abriram e as malas caíram indo todas parar na frente da aeronave (e ainda por cima uma maleta caiu na minha cabeça!) e as máscaras de oxigênio caíram, mas nós não tivemos que colocar (na verdade não lembro se alguém mandou a gente colocar, mas se falou eu não ouvi pq eu não coloquei e tb não reparei se teve gente que colocou). De qq forma eu pensei ta, blz, eu posso morrer, e o que fazer? Eu não consegui fazer nada, eu fiquei parada me segurando na cadeira olhando pela janela. Eu só lembro de ter rezado pra tudo acabar logo. O mais engraçado é que imaginava que as pessoas iriam se matar de tanto berrarem, mas não aconteceu nada disso. Pouquíssimas pessoas se manifestaram o resto só ficou com a mesma cara de perplexidade que eu tava.

> Lembra na Tsunami de uma mãe que tava com os dois filhos tentando escapar da correnteza e ela teve que soltar um dos filhos pra poder se salvar? Ela soltou o mais velho achando que ele teria mais condições de nadar e ficou com o menor. Ela conseguiu se salvar e o mais velho tb pq alguém viu a cena toda e conseguiu resgatar o menino. Eu espero que ninguém tenha que passar por uma situação dessas de ter que escolher a sua vida ou a de outra pessoa."

Mas o mais engraçado, Ceps, é o direito que essas pessoas acham que tem em me cobrar algo sendo que não me conhecem, não sabem o que faço na vida fora do blog, mal sabem o meu nome e mal conhecem as instituições das quais participo. Mas ok, como diz uma amiga... "pessoas inteligentes discutem idéias, "pessoas medíocres discutem pessoas". Porque eu tenho certeza, hahaha, que todas as pessoas que dizem "vá fazer algo pelo seu povo" fazem muuuuito mais. E já que fazem tanto, só me surpreendo com a quantidade de tempo livre que elas dispõe para vir aqui me dar uma lição de moral. Seria patético se não fosse cômico.

Sério, tem horas que a burrice alheia parece sugar minhas forças. Mas fico feliz, pois tenho outros leitores bem inteligentes que compensam essa ausência de boas idéias, iniciativa, cognição etc. :) E ainda bem que esses leitores inteligentes são a maioria, aqui.



Escrito por Kari às 17h21
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Mais uma imagem apelativa para seu julgamento de minha atitude de mau-gosto.

Porque eu não ligo se você acha que isso é extremo ou desnecessário. Não para eles, não para nós, não para esses pais e para esses órfãos. Obrigada, Israel. Seu ataque contra o "Hizbollah" é eficiente e cirúrgigo - como vemos pela foto. 37 crianças terroristas a menos?

Vamos repetir o massacre de 1996 na já sofridíssima Qana?



Escrito por Kari às 14h50
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Índia in a nutshell

Ok. Meus planos de Turquia overland em março miaram, o orçamento não está lá essas coisas. Mas como volto pro Paquistão nessa mesma época, decidi visitar minha amiga linda e queridíssima San San em Delhi (eu amo a PIA e suas tarifas pra mercado interno paquistanês) . Depois, devo ir pra Kerala a trabalho (e free, uhuuu) e gostaria de algumas dicas de Índia porque sou completamente monga e leiga em assuntos indianos.

Já sei que vou ter caganeira, já sei que vou passar mal e já sei que vou chorar no aeroporto quando der tchau pra San. De resto, não sei mais nada. HELP! Quero tudo baratínio, limpínio e bonitínio. João José, help (sua lhama está no caminho).

Sites, dicas de livros, nomes de hotéis e restaurantes. Vale tudo!

Besos,

Kari numa correria da piaba e muito chateada com o novo massacre em Qana.



Escrito por Kari às 10h42
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gostinho de Miraflores na Vila Madalena

Miraflores é o bairro mais conhecido de Lima, no Peru. Lá você encontra os melhores hotéis, bares e restaurantes da capital peruana, além do delicioso e agradável restaurante Rosa Náutica, onde você desfruta um ceviche maravilhoso em um píer. Mas se o Peru não está na lista de seus próximos destinos de viagem (que pena), você pode provar, aqui em São Paulo, um dos melhores pratos da cozinha peruana:

Ceviche: pedaços de peixe marinados, temperados com coentro, cebola roxa e pimenta. Acompanha milho. Hmmm...

Não sou fã de peixes, mas o sabor é muito especial. Confesso que fiquei impressionada com a simplicidade do prato e, ao mesmo tempo, uma combinação tão leve e suculenta de ingredientes. Até porque nós, latinos, imaginamos a culinária da nossa América do Sul como algo pesadíssimo como a cozinha espanhola e portuguesa.

Bem, quem quiser experimentar poderá visitar o restaurante SABOR DO PERU, na Vila Madalena. Fica na Rua Fradique Coutinho, 914. Telefones: 3814-9890, 8136-0138. Abre de segunda a sábado (apenas para almoço). O espaço ainda tem uma adega bem legal, queijos e outros produtos importados - além da exquisite Inca Kola:

Pra mim, isso tem gosto de Fanta Abacaxi ou aqueles remédios contra-azia com sabor de abacaxi, mas minha mãe a-do-ra. Se você é fã de refrigerantes exóticos com sabores infantis, experimente.

Garanto que sairão contentes! Além do ceviche, há uma coleção de outros pratos deliciosos com frutos do mar super fresquinhos. O chef é peruano e o pessoal é muito simpático. Voltarei e recomendo. E olha que não gosto da Vila Madalena, mas isso fica pra um outro post...



Escrito por Kari às 17h11
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What Not to Wear

A versão americana de "What Not to Wear" deveria se chamar "What not to Watch". Sério, tentei dar uma segunda changes em segundos, terceiros e quartos episódios do reality show estreado pelos deselegantes Clinton e Stacy:

 

Eles não são bonitos, não se vestem bem, não são engraçados, não são ácidos de forma inteligente, não são carismáticos e não fazem nada decente. Diferente da versão original, as inglesas Trinny Woodwall e Susannah Constantine, que realmente sabem escolher roupas, cabelos - além de prender nossa atenção, dar dicas valiosas e ainda são genialmente ácidas.

O livro que todas as meninas deveriam ter na cabeceira. Vale lembrar que a versão em português é paupérrima e vale a pena comprar a edição original em inglês.

Realmente, muito me surpreende que uma fashion guru estadunidense pinte as unhas roídas no toco de vermelho vivo. AAAARGH! Sério, pode me chamar de neurótica, mas tenho nojo de unha curta pintada de cores escuras. Esmalte vermelho já é um tabu: é difícil ousar sem cair na vulgaridade e, para poder apostar na cor, suas unhas devem ser longas, bem tratadas e estupidamente limpas.

Se vou a um café ou restaurante e vejo a garçonete com unha curta e pintada no toco de cores esdrúxulas, perco o apetite na hora. Não há nada mais out-of-place do que um vermelhão num ambiente de trabalho (lógico que depende da profissão), especialmente se o ofício requere higiene. Simplesmente porque unhas com esmalte vermelho requerem muito cuidado para que não lasquem ou percam o brilho - sorry, se estão assim, é muito desleixo.

Aliás, gente, que moda é essa de esmalte laranja e rosa-choque? Ou decoração na unha? Sério, não empregaria JAMAIS uma secretária com artes nas unhas, é muita vulgaridade e mau-gosto. Logo, como pode uma fashion guru cometer um pecado desses?

Bem, em um mundo que qualquer pessoa mais metidinha a conhecer moda já se auto-proclama como fashion-specyalist ou fashion-guru ou personal-stylist ou style-consultant... Nada como o bom senso das cores neutras.

Também não comentei a péssima combinação de blusinha cheia de brilhos com uma mera camisetinha branca. Apenas estou incrédula como esse show de cafonice tem espaço na TV. Trinny e Susannah são insubstituíveis, sim!



Escrito por Kari às 16h48
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Mãe coruja.

O Henry está no veterinário, já. Tomou anestesia e foi ficando molinho (e eu, chorando). Está nas mãos do melhor veterinário do mundo, o Dr. Humberto - que trata nossos nenês como gente, muito carinhoso e ótimo profissional. A clínica fica aqui em Higienópolis e os conheço desde meus 10 anos, quando passeava com a Tati (poodle idosa) e ela teve um ataque epilético no meio da rua.

Chegamos ao meio-dia e o Henry estava tão nervoso que liberou a libido e começou a paquerar a cadelinha da clínica. Tanto que fez xixi pra marcar território e... O xixi foi peito na minha perna. :| E eu consigo ficar brava com meu garotão? NÃÃÃÃO. :)

Voltei pra casa pois precisamos esperar. A cirurgia, a recuperação. Comprei uma garrafa de vinho para cochilar já que estou aflita (Sant'Anna, argentino, bom custo/benefício = R$ 8,00, que tal?). O Harry (poodle idoso) não entendeu porque ele não voltou, mas está aproveitando nossa atenção exclusiva.

Vou cochilar e assistir a Oprah (êêê), agora, com o finzinho do vinho e lasquinhas de parmesão (regime na segunda). Amo meu trabalho, mas tem coisa melhor do que ficar em casa na sexta curtindo a casa, a família e o jardim?

NÃÃÃÃO. :)

Em breve, fotinhos. Volto mais tarde, obrigada pelo carinho.



Escrito por Kari às 13h00
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Ah, o amor! Ah, tecnologia. A pieguice dos apaixonados e o resultado desse excesso de açúcar (post não recomendado aos diabéticos).

Hoje, mexendo na caixa de recordações de minha falecida avó (uma italianinha muito bonitinha de Fornovolasco), encontrei alguns papéis de outubro e novembro de 1954 da All America Cables and Radio com mensagens enviadas por telex. Algumas até possuem as fitinhas coladas.

Em um desses papéis, vovô (o turcão mais lindo que KfarHoune já viu) mandou uma mensagem muito fofa de São Paulo (onde estava) para minha avó que passeava em Buenos Aires com um casal amigo:

SAOPAULO 24 26 21.30

LT DIVA GIANNINI PLAZAHOTEL BA IRES

QUERIDINHA MUITAS SAUDADES ESTOU SEM NOTICIAS SUAS IREI BAURU QUINTA FEIRA RECOMENDACOES LINO LENITA AQUI TUDO BEM BEIJOS JORGE

Remexendo nos bilhetes, entendi a história: minha avó havia ido passar alguns dias em Buenos Aires com um casal de amigos. O Lino era o Lino de Mattos, ex-prefeito de São Paulo - de quem meu avô foi chefe de gabinete. Minha avó havia enviado outras mensagens que não foram entregues.

Outro telegrama do meu avô, cinco dias depois:

DIVA GIANNINI PLAZAHOTEL BA IRES

ESTOU PROFUNDAMENTE MAGOADO SUA FALTA DE CONSIDERACAO NATURALMENTE SAO SEUS MULTIPLOS AFAZERES RECOMENDACOES LINO E LENITA

A resposta do Telex estava no outro papel, eviado por ela:

JORGE BOARIDE (ENDEREÇO) SPAULO

MANDEI CARTAS TUDO BEM GRANDE SAUDADES BEIJOS CARINHOSOS LEMBRANÇAS LINO LENITA DIVA

Outra carta manuscrita toda nervosinha dizia que ela havia enviado duas cartas e dois postais, além de alguns telex. Mas ele não havia recebido. Enfim, o último papel era da CABO SUBMARINO - The Western Telegraph Company, Ltd. As fitinhas coladas diziam:

JORGE BOUARIDE

QUERIDO CHEGAMOS HOJE URUGUAI VIAGEM OTIMA STOP SAUDADES IMENSAS MUITOS BEIJOS ABRACOS A TODOS STOP DIVA

Pois é. Vários dias e tanto gaps de informações. Se passo 24 horas sem enviar e-mail pro meu turco, ele fica doido, imagine se estivéssemos nessa época.

Poucos anos depois, quando minha mãe já era alfabetizada, encontrei um bilhete escrito por ela para o papai noel. Os primos pediam caminhões e bonecas. E minha mãe:

PAPI NOEL, QUERO UMA TÁBOA DE PASSAR ROUPA. ANAMARIA.

Ai, mãe, só você, sua turca louca. :)

Então vemos toda essa merda na no Líbano, caju de pilha, angu de caroço. Um Mohammed que não conseguia trazer a família foi até o Líbano buscá-los. Enquanto tento entender porque algumas mães abandonam os filhos, tenho certeza que largaria tudo para buscar meus familiares, também. Porque família, por mais que nos enlouqueça, é a melhor coisa do mundo.

E dá aquela umidade nos olhos saber que desses telegramas, estamos todos aqui. Sim, eu sou piegas e não tenho vergonha nenhuma. E agradeço a Deus por ter trazido a família libanesa pra cá. Mãe, eu não quis dizer, mas também me acabo de chorar vendo os familiares se reencontrando no aeroporto de Guarulhos. Porque toda família tem suas Divas, Jorges e Anamarias.

P.S.: Vou ficar um tempo sem postar pois o Henry (nosso labradoodle sem raça definida) será operado amanhã. Por favor, rezem para que tudo corra bem, Inshallah. Mas não é nada grave, Al Hamdu Lillah, apenas uma castraçãozinha básica porque o assédio sexual contra nossa poodle idosa está fortíssimo.



Escrito por Kari às 21h51
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Ontem ouvi a entrevista de uma avó libanesa que não pôde fugir do Líbano porque o neto não tinha passaporte. Infelizmente, o caso dela não é exclusivo, mas nem todos procedem da mesma forma. Muitos jovens e crianças foram abandonados porque os pais tinham o passaporte e eles, não. Sei que pode soar como um absurdo, especialmente para os que tem filhos. Mas aprendi, em manuais de jornalismo de guerra e no Discovery Channel (lógico), que quando a situação é extrema há grande risco de morte, o instinto de sobrevivência é mais forte e nossa adrenalida é liberada para escaparmos da situação sem nos preocupar com outros.

Infelizmente meu lado emocional não compreende tal fato, pois não estava lá, logo, não julgo e nem gostaria de ler comentários simplistas como "nossa, mas que tipo de pais são esses?". Só desejo que a situação melhore o mais rápido possível. A imprensa acredita que a vida no Líbano está voltando ao normal, mas ninguém cita os refugiados das montanhas. Acabou a comida e a água potável. Logo chegarão as doenças, os cortes de energia e pouco atendimento médico.

Também não consigo mais contato com uma estação de rádio amadora de KfarHoune (fazia por e-mail, mesmo). Mas recebi uma mensagem por outra pessoa que está lá de que a situação piora em passos largos e não há comunicação nos pequenos vilarejos. E, poxa vida, sabemos que a maioria dos libaneses que aqui estão tem uma vida justamente nestes pontos remotos no sul do Líbano.

Aliás, para os estudantes de medicina, enfermeiros e voluntários da Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras: precisamos de vocês. Inscrições no:

Obrigada!



Escrito por Kari às 17h44
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Onde você pode se informar BEM sobre o Líbano:

Pity the Nation: The Abduction of Lebanon
by Robert Fisk

 É um catatau de mais de 600 páginas, foi meu livro de cabeceira por um tempo. Informações precisas, relatos e uma narrativa histórica muito bem construída pelo jornalista britânico Robert Fisk, que vive em Beirute e escreve para o jornal The Guardian (britânico, centro-esquerda).

Daily Star, The
Jornal libanês. Diário.

Dar Al Hayat
Jornal de Beirute com notícias do mundo árabe e Oriente Médio. 

Future TV
Uma das principais estações de TV.

Lebanese Forces Party
Site Oficial do partido - Cristão Maronita. Antes que digam que puxamos sardinha pros cristãos, a posição do partido é contra Hezbollah e contra ataques de Israel. Não é com massacre e arbitrariedade que se acaba com esse naco xiita.

Lebanon Wire
Grande variedade de tópicos sobre Líbano e assuntos variados.

Middle East Intelligence Bulletin (MEIB)
Publicação mensal com análises de avanços políticos no Líbano e Oriente Médio. Publicado pelo United States Committee for a Free Lebanon.

Monday Morning
Revista semanal com ótimas análises políticas.

Naharnet
Portal libanês de notícias e outras informações.

NNA - National News Agency
Agência de notícias. Estatal. 

Ya Libnan
Site com informações variadas, últimas notícias, relatos. Além de entretenimento, cultura e eventos.



Escrito por Kari às 17h37
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Ajude o Líbano

Doações e cartas-repúdio são formas bem acessíveis de ajudar a população que ainda está lá. Como foi proposto por um leitor preocupado que vai competir no Hawaii (boa sorte, que tal reverter parte do prêmio para os refugiados, sei que você se preocupa muito, é apenas uma sugestão), devemos todos ajudar. Mas não façam isso para se tornarem pessoas melhores, mas por amor ao próximo. Mas se quiser ajudar para sentir sua consciência mais leve sem se importar com os civis, a ajuda também é bem-vinda.

How can I Help ?:

1- Contact your Representatives/ Senators and ask them to STOP the War on the Civilians.

2- Call the White House and Ask the President to put an end for the Massacres against the people of Lebanon.

3- Tell your friends the true story about Lebanon.

4 - Send money to the thousands of Lebanese who lost their homes and towns and families.

5 - Pray for PEACE.

We do not want war. We want peace. Israel has the right to live in peace as well as Lebanon and any human beeing in this universe.

 


Ajudando desde o Brasil: entre em contato com as comunidades Islâmicas, cristãs-Libanesas, comunidades e clubes como Monte Líbano, Sírio-Libanês ou mesmo centros culturais.

PARA QUEM QUER SER VOLUNTÁRIO NO LÍBANO: Médicos com treinamento para zonas de conflito. Agradecemos a boa vontade de civis comuns, mas o momento é instável para pessoas sem treinamento. Entre em contato com a comunidade libanesa mais próxima.

Inscreva-se no YA LIBNAN!: e encontre uma forma inteligente e viável para ajudar:

Allah Hafiz!



Escrito por Kari às 17h30
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Gosto deveras da Rosanna Hermann. Na massa de blogs com conteúdo, ela é um alívio bem-humorado no meio de um monte de blogs de grande masturbação intelectual que não acrescentam nada a porra nenhuma. Sou fã de carteirinha do Blônicas, só não o linkei aqui por pura preguiça de mexer no HTML do meu blog.
 
Para blogueiros, trechos de um texto da habibtíssima Rosanna Hermann: As leis do internauta médio.

(...) "A primeira lei do internauta médio é a lei da não-inércia: nada fica como está, pois tudo o que existe de bom ou ruim, sempre tende a piorar. Vejo a aplicação desta lei diariamente nos comentários do meu blog. São frases como 'esse blog já foi melhor', 'antigamente você postava mais', 'você já era', 'isso aqui já teve melhores dias'. Mas isso é pinto comparado à demonstração de força da primeira lei durante os ataques do PCC. Todo mundo que soube de um fato em sua cidade, disse que foi no seu bairro. Se foi no bairro, na hora de contar, as pessoas transferiam os tiros para sua rua. E se foi de fato nas imediações de sua rua, no relato virou 'praticamente em frente à minha casa, escola, trabalho'. Todo mundo fez questão de exagerar e dramatizar todos os fatos. Sem contar a onda de boatos, sempre no sentido de piorar o que já era péssimo. Virou quase uma febre, uma mania."

A segunda lei é o princípio fundamental da dinâmica do julgamento dos outros. A resultante de tudo que age sobre uma pessoa é igual ao produto de suas medidas (como estatura, idade, massa) pelos seus bens materiais. Mesmo sendo solidário com o coitadinho, mesmo tendo compaixão pelos que sofrem, o internauta brasileiro médio gosta mesmo é de poder, fama e ostentação."

(...) "A terceira e última lei do internauta brasileiro médio é a lei da virtude e compensação: 'a cada virtude corresponde um defeito contrário de igual intensidade e no sentido de derrubar a pessoa'. Basta perceber um ponto positivo de um ser humano para que a terceira lei entre em ação dizendo que 'em compensação ela tem um defeito péssimo'. Exemplos vividos e observados são coisas como 'o Jô é inteligente mas é gordo', 'a Miriam Leitão é competente mas é esquisita, 'a Gisele é perfeita mas é chata', 'a Sabrina é gostosa mas é burra', 'o Silvio Santos é rico mas é doido'. Nem os ídolos do futebol escapam. Agora o alvo preferido é o Ronaldinho Gaúcho, 'que joga bonito mas é feio que dói'. Como se ser o melhor jogador do mundo não fosse suficiente para um craque de futebol.  Ronaldinho, Xuxa e até Ayrton Senna já foram desabonados por diferentes razões, inclusive as de foro íntimo, com a orientação sexual de alguns. Talvez a única pessoa que tenha escapado ilesa oficialmente seja o Rei Roberto Carlos, já que ninguém diz ou escreve que ele é famoso mas é perneta. Mas isso, apenas porque o internauta médio tem medo de atacar as instituições consagradas. (A última vez que ouvi falar sobre a perna mecânica de Roberto foi numa letra de música do ousadíssimo porém extinto Joelho de Porco, que a chamava de Margarida. ) Em suma, ninguém é bom o suficiente para ter suas virtudes em primeiro plano. Sempre há um problema que desmerece ou desabona até o melhor dos melhores.

O resultado desses enunciados compõem um quadro triste e sombrio do internauta médio, que pode não corresponder a você. Talvez porque você não faça parte da média. Ou porque a lei se aplica também a mim, pois embora a cronista seja experiente é muito exagerada;  e apesar de alguns poucos bens não tem uma linda imagem;  e, principalmente, porque nenhuma crônica escrita é tão boa que não possa ser piorada na edição."

Texto na Íntegra: http://blonicas.zip.net/arch2006-05-01_2006-05-31.html

Rosana Hermann é cronista do Blônicas às quartas e está no livro homônimo com outros textos.



Escrito por Kari às 17h26
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Ontem ouvi a entrevista de uma avó libanesa que não pôde fugir do Líbano porque o neto não tinha passaporte. Infelizmente, o caso dela não é exclusivo, mas nem todos procedem da mesma forma. Muitos jovens e crianças foram abandonados porque os pais tinham o passaporte e eles, não. Sei que pode soar como um absurdo, especialmente para os que tem filhos. Mas aprendi, em manuais de jornalismo de guerra e no Discovery Channel (lógico), que quando a situação é extrema há grande risco de morte, o instinto de sobrevivência é mais forte e nossa adrenalida é liberada para escaparmos da situação sem nos preocupar com outros.

Infelizmente meu lado emocional não compreende tal fato, pois não estava lá, logo, não julgo e nem gostaria de ler comentários simplistas como "nossa, mas que tipo de pais são esses?". Só desejo que a situação melhore o mais rápido possível. A imprensa acredita que a vida no Líbano está voltando ao normal, mas ninguém cita os refugiados das montanhas. Acabou a comida e a água potável. Logo chegarão as doenças, os cortes de energia e pouco atendimento médico.

Também não consigo mais contato com uma estação de rádio amadora de KfarHoune (fazia por e-mail, mesmo). Mas recebi uma mensagem por outra pessoa que está lá de que a situação piora em passos largos e não há comunicação nos pequenos vilarejos. E, poxa vida, sabemos que a maioria dos libaneses que aqui estão tem uma vida justamente nestes pontos remotos no sul do Líbano.

Aliás, para os estudantes de medicina, enfermeiros e voluntários da Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras: precisamos de vocês. Inscrições no:

Obrigada!



Escrito por Kari às 16h59
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SUPER PROMOÇÃO: POSTE UM COMENTÁRIO AGRESSIVO ANÔNIMO E GANHE OUTRO PUBLICADO!

É isso aí, freguesia. A libanesa, essa censora malvada com cara-de-mamão não vai mais permitir posts com comentários imbecis/irrelevantes sem identificação! Mas não se desespere, SLK e outros anônimos. Sua terapia ainda poderá durar mais uma semana!

Ganha quem postar o comentário mais agressivo seguindo os seguintes passos:

1. Ofensa de cunho pessoal. Galinha, burra, idiota, gorducha etc. Mas tem que ser melhor do que isso. Tipo, algo criativo que saia do lugar comum.

2. Dica moral para que a webmaster se torne uma pessoa melhor. Não vale nada de ajuda ao Líbano, animais abandonados ou ONGs internacionais de apoio a refugiados. Que tal dar aulas de inglês pros Pathans do Paquistão? Não. Seja criativo. :)

3. Hora de mostrar aos leitores como você é melhor do que eu: vale tudo. Desde viagens, conta bancária, tamanho do soutien, marca do carro, graduação, número de idiomas nos quais você é fluente, que seus pais são banqueiros e desembargadores. Vale tudo! Mas vou dar umas dicas:

Exemplo 1: Meu namorado me deu um presente. Mas baaaah! Nananinanão, você apoooosta que foi uma pulseira folheada a ouro comprada em 12 vezes na Casa das Alianças. Porque seu namorado te deu uma pulseira de ouro Cartier dentro de um ovo de páscoa. Ovo Godiva, entendeu?

Exemplo 2: Veja os lugares onde estive. Descubra, conte-os e diga que você foi para mais destinos. Não vale Miami nem Copa do Mundo, porque isso é muito brega. E termine dizendo que está pegando um avião pra Yap nessa semana, tá? Ou hoje mesmo.

Exemplo 3: Poodles? Não, aposto que os seus tem pedigree e linhagem melhor. Diga que adotar cachorro abandonado é um risco pois não sabemos a procedência, que o seu Lagotto Romagnolo é de uma linhagem pura desde o século 18 no mesmíssimo canil na Emilia Romana.

4. Solte outra ofensa pessoal. Agora você pode dar um conselho. Se sou burra, diga "estude". Se estou gorda, diga "emagreça, chupeta de baleia". Se sou galinha, diga "cuidado pra não pegar gonorréia, sua promíscua". Se meu romeno não está tão fluente, diga "vá fazer um estágio em Brasov e tome vergonha na cara, inculta".

5. Hora das ofensa ao blog: reclame do layout, da cor, da formatação e do estilo do meu texto. Que sou deselegante, que meu blog é péssimo. E arranje uma boa desculpa para justificar sua volta e vizualizações. Porque tenho o IP de cada um e sei o quanto vocês me prestigiam. Obrigada. :)

6. Diga que tenho mau-gosto. Que escolho os piores vinhos, as piores músicas, os piores músicos, os piores sapatos e os piores cortes de cabelo. Cafona, tosca, primária, deselegante.

7. Não perca a oportunidade de agredir as pessoas que amo. Diga que meu namorado é feio e "turco", que minha mãe é a dona do lupanar, que meus amigos são burros.

8. Espaço reservado para mostrar como você é VIP: que seu American Express é Platinum e que você comprou um Maseratti com ele na semana passada. Ou como você a-do-ra encher sua Big Brown Bag (aahn?) em Manhattan, como o steak tartare da Printemps é delicioso e, se achar necessário, coloque um link com imagens escaneadas de todos seus boarding pass na primeira classe.

9. Hora de demonstrar sua doçura, bom coração e capacidade demagógica: faça um discurso inflamado sobre o Líbano / Refugiados Afegãos de Peshawar / Desemprego na Itália. E me dê uma lição de moral do tipo: mexa sua bunda e faça alguma coisa. Não se esqueça, também, de aproveitar a deixa pra dizer que você já esteve nesses lugares e sente uma simpatia pelo povo "exótico". Afinal, lindos, ricos e bondosos: quem não te resiste?

10. Hora de terminar seu comentário agressivo com um desfecho inédito. Tema livre.

11. Assinatura? Ahn? Não, nicks anônimos. Pra que caráter e coragem, não?

12. Em breve, comentários agressivos serão publicados apenas com IDENTIFICAÇÃO da pessoa + e-mail + homepage com foto. Uai, é tão difícil dar a carinha pra bater? Sim, eu entendo.

Sorry, classe média. The dream is over. :) Meu blog é mais simples que terapia mas não é vosso penico. O "X" no canto superior direito é serventia da casa. Mas eu sei, voltar aqui é irresistível, não? ;)



Escrito por Kari às 17h09
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Allah Hafiz!



Escrito por Kari às 12h05
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Dabke

Pra quem acha que dança, no Líbano, é apenas dança do ventre. Quem quiser dançar, em São Paulo, poderá ter aulas no Centro Cultural Árabe-Sírio ou no Clube Holms. E praticar no Ali Babar de domingo. :) E não se desesperem, é muito difícil mesmo até pegar os passos básicos. Aliás, o vídeo mostra a bela Baalbek.

 Libaneses Famosos

Ok, aposto que pelo menos uns 3 da lista vocês não sabiam. Nem eu. :)

E falando em libaneses famosos...

Sou apenas eu que acho ou a Shakira nunca esteve tão maravilhosa num clipe? Ok, o clipe é tosco mas os movimentos de dança (aha, libanesaaa) são maravilhosos e por mais que eu deteste a fase cabelo tonhonhóim armado da mesmíssima e a música deixe a desejar... ela está maaaaravilhooooosa, não?

Como diz meu convivente: AH, LIBANESA!



Escrito por Kari às 22h14
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casa do caralho - literalmente

AH, PORTUGAL!

Notem a música de fundo. Estou emocionada!



Escrito por Kari às 21h57
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Moonlight Sonata

Em um mês meu piano voltará da restauração. Temos um Blüthner em casa, maravilhoso, do início do século passado. Como pianista sou uma ótima cozinheira, mas o fato é que só quem toca e possui um piano entende a relação de amor que existe entre o dono e o instrumento. E já decidi: vou trocar o veludo vermelho clássico do estofamento do banco por um veludo turquesa, já que o piano é todo negro.

Escolhi este vídeo porque a-do-ro esta versão de Sonata ao Luar tocada muito suavemente (embora ame a versão fortíssima).



Escrito por Kari às 21h51
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O movimento está parado

Não só o ar-seco deste terceiro-mundo (e eu reclamava de Peshawar) está me incomodando esta semana. Parece que tudo está estático e, quando se move, é por inércia. Aos poucos a imprensa vai se esquecendo do Líbano porque dizem que Israel está mais leve nos ataques. Ok, me convençam disso. Kfarhouna, dizem, está tranqüila. Mas não considero sossegada a situação quando soube que não há mais Sawayas em Kfarhouna e quase todos os Bawaridis estão com asilo no Canadá. Deixaram vidas, história, propriedades, lembranças, expectativas e sonhos para trás. Nessas horas é que fico feliz por meu avô ter escolhido o Brasil como pátria há tempos, mas ninguém apaga sua cultura e idioma de forma rápida e indolor.

Tudo o que foi reconstruído, agora, jaz sob poeira, entulho e pedaços de corpos. Não causado apenas pela arbitrariedade do exército israelense, mas por causa de um grupinho xiita chamado Hezbollah (Hizbu-Allah, partido de Deus) que estabeleceu fortes alicerces em solo libanês sob a propaganda de ações sociais e atos terroristas contra os "judeus-maus-imperialistas-Ibn-Sharmoutah-feios-bobos-com-cara-de-mamão". Títeres da Síria e ainda tenho que agüentar aquele bando de extremista de esquerda de centro acadêmico de faculdade dançando ao som do hino do partido e camisetas e mais camisetas pró-xiitas. Isso quando este bando de mocorongos não aprende na internet que lá os muçulmanos brigam com cristãos e nos xingam de "amigos de Israel", "traidores", "cristãos-Ibn-Sharmoutah-feios-bobos-com-cara-de-mamão".

Como diriam os populares tão pândegos: me erra!

A FOLHA hoje divulgou fotos de uma situação atípica: libaneses curtindo o sol do líbano nas praias de Beirute. Ok, lógico que a vida não pára, mas achei a imagem negativa e cheia de mensagens subliminares como "oba, já está tudo ficando bem". Como se, de repente, o mal tivesse sido apagado sem deixar rastros, mortes, órfãos, viúvas. Daqui a pouco vão fazer euforia como na época em que acreditávamos que o Líbano, finalmente, teria sua democracia linda-fofa-meiga-com-cheirinho-de-bebê.

O que me preocupa é que situações assim parecem despertar nossos instintos mais violentos e intolerantes. Percebi quando um amigo que está em Amman, capital da Jordânia, me convidou para passar o ano novo em Damasco com um grupo de amigos. "DAMASCO, NEM MORTA" foi minha primeira reação, só depois raciocinei que os civis sírios não tem nada a ver com o que este governo com cheirinho de chorume que fornica o Líbano por trás. Já o povão, minha senhora, ah o povão fica doido e a coisa degringola.

O mais irônico de toda esta situação é que achava que a região natal de meu convivente era uma panela de pressão daquelas cheia de carne moída e no fogão há mais de 3 horas (desculpem pelo exemplo pobre, foi o que me ocorreu), e que minha mãe se preocupa com a minha segurança quando passo as férias por lá (ah, Paqusitão). Lembro das inúmeras vezes em que ela disse: porque vocês não vão passar férias no Líbano. Xi, dona Bubu, quem imaginaria?

E o momento top de frustração do dia foi notícias nada boas de parceiros comerciais nossos que trabalham na área de turismo. Não consigo imaginar o nível de frustração, revolta, perda, desespero dos diretores. Acabou o trabalho, o produto estragou, como sobreviver este período? Sim, porque só em pensar no desemprego tenho calafrios, acho que é um dos sentimentos mais humilhantes.

Mas sem mais pensamentos inúteis, chega de chutar gato morto. Só consigo pensar na música do Crowded House: "hey now, hey now, don't dream, it's over". E que não me apareçam pessoas com camiseta do exército israelense na frente, porque minha vontade de jogar o carro contra elas é absurda. Tolerância é a mais bela prática que o ser humano pode cultivar, mas ela se esgota quando você é o agredido. Cutucar ferida aberta é coisa de gente covarde. E, embora a vontade de vestir uma camiseta do Hamas pra devolver a mensagem, não vou descer a este nível.

Acho que a história nos deu uma lição. Mas, como em toda escola, há sempre um grupo de alunos retardatários que não aprendem nada. Logo, vou pegar minha bolsa e voltar pra casa e deixá-los brincando com massinha e papel krepon.

MAS AINDA BEM QUE HOJE ESTOU SEM CARRO, PORQUE SENÃO...

Ok, 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10... Filhotinhos de poodle, filhotinhos de poodle, filhotinhos de poodle... 11,12,13,14...



Escrito por Kari às 17h26
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Ocean Air

Passagem pro RJ: R$ 80. Agora, algum de vocês já conseguiu emitir uma passagem dessas por essa cia. aérea? Ou serão como as de R$ 50 da Gol que todo mundo sabe que existe mas ninguém consegue comprar?

Tô afim de passar um final de semana com meu convivente no Rio, mas não quero pagar mais do que isso. Help, alguém já conseguiu ou devo me desiludir e desenbolsar minhas milhas da TAM?



Escrito por Kari às 10h18
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Libanesa entediada.

Ou: porque eu AMO Paola Bracho.

Cálcio -> Também não consegui formar uma opinião sobre a imagem, apenas fico muito triste. Embora tenha visto manifestações semelhantes do meu próprio lado. A culpa é dos adultos... Que criam mini-monstros.



Escrito por Kari às 18h33
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Quem mexeu no meu paradigma?

Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend
Oh no, it's raining again
Oh will my heart ever mend

You're old enough some people say
To read the signs and walk away
It's only time that heals the pain
And makes the sun come out again

Porque dane-se: Supertramp é a melhor auto-ajuda do mundo. Depois da minha semana uó de N pepinos grandes e abacaxis cascudos, voltei a sorrir. Tem gente que nos deixa alegre, que empurra as nuvens negras pra lá e fazem o sol brilhar de novo.

Ah, pathan, até teu pum é lindo!



Escrito por Kari às 18h23
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Do penico a bomba atômica: o Paquistão que ninguém mostra na CNN

Pra quem acha que lá só tem barbudo, bomba e terrorista. Amo essa terra e confirmo que lá é tudo de bom. :) E homens lindos de morrer, não? ;)

* obrigada pelo vídeo, Everyn-Everything



Escrito por Kari às 22h09
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Mais um dia, Líbano.

Hoje almocei em um restaurante familiar libanês, no Brás. Onde o comércio baixou as portas em protesto aos acontecimentos no Líbano. E estávamos cabisbaixos. Agora a guerra não ocorre no longínquo Afeganistão (aliás, eu sinto porque my better half é um Pathan), mas no oriente próximo e em um país pequeno mas cheio de história e familiares, onde está escrito parte de nosso passado e origem, onde parte da cultura que perpetuamos está, ainda, viva e forte.

Mais um dia aqui no Brasil e mais uma eternidade em 24 horas para os que lá estão. A insegurança do porvir, a ansiedade, a falta de comida, cuidados médicos e a terrível experiência de ver pessoas amadas mortas de forma brutal. Só quem viu um filho ter seu corpo moído e despedaçado por bombas pode entender o nível do terror.

fotos

Sei que pode parecer piegas e de mau-gosto para alguns leitores quando publico fotos de criancinhas feridas. Minha justificativa é simples: se não mostrarmos, será esquecido. As fotos foram autorizadas pelas famílias para que nós, libaneses, mostremos o que se passa na nossa terra. Aliás, mostrar o que ocorre lá além do que é mostrado é um dever pessoal de cada libanês. Se te causam repúdio, que bom. É repúdio que queremos que o mundo sinta em relação às atrocidades.

Acho muito insensível e deselegante falarmos de "pieguice" e ainda compararmos nossa tragédia com uma outra ainda de grande tamanho - o Holocausto judaico. Não se trata de sensacionalismo, quero que vocês entendam bem.

Mas acho que se tivessem perdido um ente querido, se não pudessem contactar sua família e nada pudessem fazer pelos primos, irmãos, pais, filhos, maridos que estão lá... Entenderiam como muitos de nós, libaneses que vivem no Brasil, sentem-se de mãos atadas. Não podemos enviar comida, não há logística para distribuição de doações porque o caos é recente, não há correio eficiente pois o país está sendo destruído.

Generalização

Cada comentário feito aqui está assinado por seu autor e registrado com seu respectivo I.P. nos servidores do meu blog. Logo, não me responsabilizo por qualquer opinião de cunho preconceituoso e intolerante em relação á comunidade judaica - pela qual, aliás, tenho grande estima e respeito.

Acho desnecessário e violento utilizar o Holocausto como forma de comparação propagandística - ou qualquer outro tipo. Pena que é mais fácil descarregar o ódio nos judeus e atribuir à comunidade judaica a responsabilidade de atos desmedidos, ensandecidos e covardes. E também é fácil culpar os mesmos por uma propaganda nociva e sensacionalista em relação ao Holocausto.

Infelizmente, não são todos que tiveram a experiência terrível de visitar um campo de concentração. Estive em alguns e confesso que é insuportável permanecer por lá por algum tempo. Digo isso como turista. Agora, só um judeu que lá esteve e sobreviveu sabe o quão esmagador e insuportável aquela atmosfera pode ser.

Logo, por favor: não vamos utilizar judeus como bodes expiatórios que causaram a desgraça mundial. Esta perpetuação da violência em forma de intolerância é uma via de duas mãos e sempre voltará a assombrar os que estão do "outro lado".

Hizbollah

E se você, caro brasileiro que simpatiza com a causa libanesa, acredita que o Hizbollah é a solução para o país... Sugiro que pense mais um pouquinho e converse com os cristãos que habitavam o sul do Líbano. E pesquisem um pouco mais da história libanesa, especialmente nos verbetes "Síria", "guerra civil" e "intolerância religiosa".

Aviso

Avisarei quando meu post tiver alguma imagem mais forte, assim você poderá escolher entre vê-la ou clicar no "X" no canto alto superior direito de seu navegador.

Talvez uma foto de uma pessoa amada que foi morta ao seu lado em sua casa seja muito forte para alguns. Mas é a realidade dos familiares de muitos, inclusive dos meus. Logo, não adianta nem me dizer como você repudia foto X ou Y. A opção de vê-la ou não é unicamente SUA. Não obrigo ninguém a entrar no Libanesa.

Árabes-wannabe

Caríssimos. Entendo que o Hizbollah exerce uma atração fantástica aos "revolucionários" brasileiros que defendem a causa palestina e libanesa. Mas, por favor, antes de falar besteira, visitem o sul do Líbano e conversem com cristãos e druzos que lá vivem. Ok, se quiserem, podem conversar com meus amigos e familiares, até.

Mas, por conhecer muitos dessas ONGs revolucionárias aqui no Brasil, aprendi que muitos querem oba-oba e xingar judeus. Obviamente, não querem paz. E se você é um deles, saiba que repudio sua atitude até o fim da minha vida. Porque a minha pieguice entender que intolerância e racismo são as formas mais violentas da própria violência.

SEM HIZBOLLAH = SEM GUERRA.

Obrigada pela atenção e, mais uma vez, obrigada pelo carinho, orações e apoio de todos os brasileiros com nosso pequenos mas tão querido país. Allah hafiz!



Escrito por Kari às 20h08
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Diversão pro final de semana.

Tá encalhada? Sem grana pra sair com amigos? O carro quebrou? Tá de bode? Caaalma... A libanesa tem uma mega-diversão para sua noite de sábado e domingão: uma obra de arte do cinema turco!

Libanesa Pictures Apresenta:

 SEYTAN! O EXORCISTA TURCO.

(Peguem a pipoca e enjoy it, hunnies...)

O padre e o demo se encontram no deserto.

O demo lhe confidencia que castigará uma menina turca e se apossará do seu corpo. O castigo será fazer com que a menina infle sua cabeça através de movimentos do corpo que bombeiem ar para o crânio, algo realmente assustador:

Nada como uma boa hipnotização. Mas vai mexer com a turca, doutô. Pelo amor de seus... Golpe de Zidane nos seus...

- Manhê, ô MÃÃÃÃE... Teu picador de gelo me deixa louca da calcinha! AAAAAH!! AAAAH!

- PORRA, KATUXA, JÁ FALEI PRA VOCÊ LARGAR ESSA MERDA!!!

(e a Poltrona foge apavorada)

Então o demônio (já transfigurando a meiga turca em um clone do Vitão Bonesso) concede uma entrevista ao jornalista / galã turco. Um bate-papo descontraído cheio de confissões pessoais e gargalhadas. Mwahuahuahua!

E o diabo deixa uma mensagem pros fãs: BADA YARDIM EDIN (lóóóógico). Até o pai do Nelson Ned fica impressionado!

E o exorcismo começa. Lógico, duh, não existe sopa de ervilha na dieta turca e nossa bela Katuxa dá uma gorfada de pratos típicos no lenço do padre. O galã se revolta e como sofre de T.O.C., lava o belo pano de casemira Made in Taubaté.

O exorcismo continua num fantástico show de efeitos especiais e belíssima maquiagem. A atuação dos personagens é ímpar. Adoro! Notem que o diabão é chegado em abdominais...

Love is in the air: nada como uma filha possuída para aproximar a mãe turca do galã. Olha só quem vai empacotar e reparem na expressão "Clodovil abismado" de Katuxa.

Ok, meu spoiler é o seguinte: o final não é feliz. Sorry, Disney.

Do IMDB:

Also Known As:
Satan (USA) (literal English title)
Turkish Exorcist (USA) (bootleg title)
Runtime: 101 min



Escrito por Kari às 21h01
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Você é gay? Calma, eles podem te curar...

Sim. É isso que você ouviu. Estava lendo uma notícia sobre a guerra no Líbano no jornal israelense Arutz Sheva quando me deparei com o seguinte banner:

Cuma?

Cliquei. Entrei:

"JONAH é uma organização sem fins lucrativos que se dedica à educação da comunidade judaica em todo o mundo para prevenir, intervir e curar os problemas que causam a atração pelo mesmo sexo. Se você estiver confuso e atraído pelo mesmo sexo ou conhece alguém que deseja ser ajudado, por favor nos contate para assistência profissional e confidencial."

Entrem e confiram. Há conselhos do rabino e milhares de outras "ajudas" e "recursos".

Jesus, me chicoteia, vai!



Escrito por Kari às 20h40
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Infecção

Obaaaaa! Mais um filme japonês bizarro de terror. Sim, porque oriental sabe botar medo nos ocidentais cagões - adoro! Afinal, quem nunca teve medo do chinesão de unhona do filme "Aventureiros do Bairro Proibido"? Ou dos espíritos tailandeses do filme "Espírito" (ok, eu não, pra falar a verdade achei aquele filme uma bosta). E quem não concorda que "one night in Bangkok makes a hard man stumble"? Uhum.

Poisé, poisé, poisé.

Aluguei INFECÇÃO no último final de semana. Fiquei toda ouriçada na locadora ao ver um filme japa de terror sobre vírus. Uh, tremi toda. Aluguei e fui pra casa do Lucas to share the joy com meus amiguinhos.

A história é básica: um hospital decadente, uma equipe de médicos que comete erros e no nervoso de encobrir a cagada, ignoram um paciente que chega se liquefazendo antes de virar presunto. A coisa evolui e não entendi patavinas do filme. Vale pela atuação da enfermeira-chefe.

* * * SPOILER ABAIXO * * *

Se alguém entendeu o filme, please, me explica. porque a conclusão que tiramos foi de que o vírus... Deixava as pessoas daltônicas e muito loucas da calcinha.



Escrito por Kari às 11h49
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mais terroristas feridos:



Escrito por Kari às 11h39
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O número de brasileiros mortos no Líbano subiu para 7 (confirmados pelo Itamaraty)

Da Folha Online:

O Itamaraty confirmou nesta quarta-feira a morte de sete brasileiros no Líbano em decorrência dos ataques de Israel contra o sul do país, em confrontos com o grupo terrorista Hizbollah, iniciados no último dia 12.

Apesar dos esforços da ONU (Organização das Nações Unidas) e da comunidade internacional para pôr fim à violência, nem Israel nem o Hizbollah sinalizam a interrupção de seus ataques, que até o momento já deixaram 292 mortos no Líbano e 29 em Israel.

mais...

 

Corpo de vítima é retirado de prédio atacado por Israel na cidade de Nabatiye, sul do Líbano.



Escrito por Kari às 14h31
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e a lista continua...

No oitavo dia de ataque: 260 civis mortos. A maioria, crianças e mulheres. As últimas ações de guerra, até agora:

- Israel ataca Rachayya el Fukhar, Kfar Hammam e Ferdees.

- Israel atinge um prédio em Nabatiyyeh. Até agora foram encontrados 5 mortos nos escombros.

- Hezbollah previne o ataque de tropas de solo de Israel contra Labbouneh.

- Hezbollah declarou que um de seus membros, Moussa Kamal Merhi foi morto.

- 1 civil foi morto e 4 estão feridos após um ataque a uma fábrica de móveis em Loussa.

- Alan, na região norte de Bekaa (onde fala-se português, aliás) foi atacada por aviões israelenses.

- Um civil foi morto e 3 foram feridos em um ataque na região de Semaan.

- Foram mortos 9 civis e 4 foram feridos em um ataque a Nabi Sheet, Moharboun e uma loja de Al Ain, região de Baalbeck.

mais...



Escrito por Kari às 11h51
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Um terrorista ferido, oba?

Sim, todos nós acreditamos que Israel está fazendo um ataque limpo e justo:

O terrorista Karib Kubais, dois anos, ferido por um míssil que atingiu sua casa.



Escrito por Kari às 11h26
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Não estamos todos bem.

Beirute foi destruída novamente. Baalbeck, a cidade de muitos libaneses que aqui vivem (e do meu amigo querido Rami), também. As famílias estão refugiadas nas montanhas. Com celular, mas sem comida. Obrigada pela preocupação. Estou em São Paulo, mas temos parentes em Kfarhoune, sul do Líbano. Graças a Deus a cidade fica nas montanhas, mas sabe-se lá até quando esta falsa sensação de paz para os que lá estão vai perdurar.

Obrigada, Israel, por mais uma vez matar 200 civis por cada cabeça de terrorista. Obrigada por destruir nossa casa, destruir o futuro dos que lá estão e retaliar da forma mais imbecil possível. Ah, sim, porque o Aeroporto de Beirute é uma base terrorista, assim como as crianças e mulheres...

E morre Raul Cortez...

Dono de um sorriso matador, lembro quando jantamos na mesma mesa no Festival de Cinema de Brasília de 2003. Extremamente elegante e inteligente, poderia ouvi-lo falar por horas. Com essa notícia meu dia ficou ainda mais cinza.

E conforme foi solicitado pelo Leb.org:

Calling for a cease-fire
July 19th, 2006


Israel is destroying Lebanon. It has no right to do so.

Children, women, innocent civilians are being killed by the Israeli attacks. Entire families are being chased out of their home villages. Bridges, roads, airports, ports, highways, energy plants and communication networks are being pounded to the ground. The whole country has been cut off from the rest of the world.

We, Lebanese people, are sad, we are suffering, we are angry, we are determined and mobilized to work together towards saving our nation.

Israel's initiative is an unfair disproportionate collective punishment inflicted upon Lebanon for the wrong reasons: what is happening today goes beyond the issue of a prisoners exchange.

Neither the government nor the innocent people of Lebanon had been informed or agreed on the kidnapping of the two Israeli soldiers.

Lebanon is in despair: it's a humanitarian and economic disaster.

  • We call for an immediate cease-fire under the auspices of the UN,

  • We call for the establishment of the government's sovereignty on all Lebanese territory in cooperation with the UN,

  • We call for your help to pressure Israel to stop its attacks.

Help us achieve it as soon as possible.
So that Lebanon will survive. Lebanon will survive.



Escrito por Kari às 11h04
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Thottal Poo Maralum

MGR e Saroja Devi remixados por AR Rahman. Bizarro, bizarro.

Bon-weekend!



Escrito por Kari às 17h22
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ah, turcón!

O homem mais lindo do mundo na opinião de questa libanezza aqui, bella. Sim, porque a Turquia é o país mais lindo do mundo e tem o homem mais lindo do mundo que fala o idioma mais lindo do mundo: Tarkan.

Kuzu Kuzu Kuzu...

Hup

é dando que se recebe... (aaai gente, ouçam esse idioma!)

Simarik... Lembram?

SIM, BIBAS, ELE É BI. TEM PRA TODAS, UHUUUU...

Momento morra-de-inveja da Neusa: meu amigo companheiro de trekking no Vale do Hunza é um Tadjique lindo e cópia perfeita do maravilhoso Tarkan.

Momento ria da Neusa: o turco da Neusa é ciumento o bastante pra melar qualquer suspiro.



Escrito por Kari às 19h47
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e a lua-de-mel acabou...

Tentei simpatizar com Israel. Amo meus amigos judeus e deixo claro que meu ódio se restringe apenas ao governo israelense. Mas meu, vão [governo e milicos israelenses] se foder grandão. Atacar alvos civis é palhaçada, seu bando de Ibn Charmuta, Ibn Kalf, Ibn... Shu haydaaa?

Detesto o Hizbollah, "odeio" mesmo aquele bando de xiita louco macaco-de-circo sírio. Mas depois dessa, vou levantar a bandeira amarelinha e tocar o hino do partido a mil. "Chupô" o pau do barraco, minha senhora. Agora, que agüentem os turcos ensandecidos porque quando ficamos com a macaca, ficamos com a female monkey gostooooso.

ALLEZ! :) Jalla, jalla ya habibi...



Escrito por Kari às 18h00
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bad hair day

Metralharam o supermercado ao lado de casa durante a madrugada. Israel invadiu o sul do Líbano e sei lá se algum parente meu tá morto ou ferido. Outro dia, o Fokker da Pakistan International Airlines se espatifou matando todo mundo quando decolou de Multan - e o maridão voando pra lá num daqueles teco-tecos da era da pedra lascada. Um gato mijou no motor do meu carro e o cheiro está foda. Enfiei o dedinho na quina da mesa. Foda, Valmir, Foda.

Realmente, acho que não estou numa boa semana. Jesus, me chicoteia.



Escrito por Kari às 18h14
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Minha Frau interior.

A verdade é que não consigo entender o que minha mãe viu no alemão do meu pai. Mas ok, eu sou o bom resultado dessa mistura. Além da altura e brancura, não sinto o menor sinal de alguma mínima hemoglobina mais Deutsche no meu sangue. Detesto vinho alemão e os desdenho por terem inventado aquela merda de Eiswein (vinho branco extremamente doce que pobre adora), além de Einsbein (que nojo) e terem dizimado o povo do Einstein (ok, péssima, mas eu realmente queria rimar e ficou uma bosta).

Estudei alemão no Goethe. Fiz todos os Gs e já conseguia conversar e assistir filmes. Senti até minha cintura endurecer na hora de dançar e até freqüentei o Kolpinghaus (clube alemón em Sampa). O filho do presidente dançava no grupo de danças típicas alemãs (jawohl) e... Foi meu namorado. E meu "alemãozismo" terminou aí.

Não.

Terminou em Hopfgarten quando, numa tentativa frustrada em continuar uma conversa com um casal de idosos (ah, Áustria, tão animada), tive que interromper nosso quentíssimo papo sobre tipos de água gasosa para que eu pedisse um saco plástico... Para carregar minhas garrafas de água para o hotel. Meu "bitte... Taschen" (por favor... Sacola) nunca saiu tão travado. Foda, Valmir, foda.

Tive a feliz oportunidade de conhecer bem várias cidades alemãs e confesso que tenho vontade de voltar ao Vale do Reno, assim, se estiver sobrando dinheiro e já tiver conhecido o resto do mundo. Munique é uma cidadezinha simpática, mas gosto mesmo é de Heidelberg. Especialmente dos motoristas barbeiros que se emputecem e abrem a janela para bradar:

- Sonntagfahrer!

Também adoro a língua alemã e sua chistosa forma de juntar palavras para criar novas palavras:

Sonntag = Domingo + Fahrer = Motorista.

Sim, um "domingueiro" nunca soou tão forte na língua que Napoleão utilizava para esculachar os inimigos.

ACABOU, ALEMANHA!

Voltando ao tema inicial do post: putz, não tinha país mais chato pra se fazer uma Copa do Mundo? Sim, é lindo. Mas um povo que se diverte numa festa de cerveja quente (e não estou falando dos kerbs dos colonos gaúchos), que dança de suspensório e se delicia comendo joelho de porco (eca) não seria o destino mais surpreendente para hospedar a Copa do Mundo.

Ok, como se isso importasse. Pois acredito que o país que hospeda o mundial perde, por um M~es, sua identidade. E como se metade dos brasileiros que estiveram lá soubessem que o país já foi dividido, que Dachau é pertinho de Munique (ahn, Dachau, cuma?) e que o país tem vinícolas maravilhosas além do vinho do gato preto (ah, Jesus, me chicoteia).

Copa do Mundo é, pessoalmente, meu pior pesadelo: aglomeração, brasileiros, barulho, brasileiros, pobre que ganhou promoção no shopping, brasileiros, batuque, brasileiros, samba com mulatas e cavaquinho, brasileiros, gente feia vestida com cores de países, brasileiros, pobre que "vai pro estrangeiro" pela primeira vez e vem me dizer no blog que estou com inveja, brasileiros. E o pior de tudo: brasileiros, muitos, em grupos, cantando.

*Mãããe, traz meu Lexotan, tá me dando nervoso!!! *

E não é que a turca-mãe pôs a mão no coração (e no passaporte vermelho) quando a Itália ganhou? Sim, porque somos turcas fajutas, libanesas da Toscana, mesmo. Bubu ficou tão emocionada que me assustou e arranjou tema pra minha terapia:

- Kaká, dessa vez nós vamos, né?

Sim. Vamos. Vamos pegar o avião em Guarulhos. Ela pra Johannesbourg, eu pra Islamabad.

Obrigada, Deus. A copa acabou, o Trezeguet rulez e a Itália ganhou. O italiano apanhou do Zizou (bem feito), o povão criticou o argelino mas não se lembram pelo o que ele passou por ser árabe. E o carcamano que levou piaba disse que não sabia o significado do que disse por ser apenas um "intaliano inguinoranti". Um belo retrato do povinho italiano que segue xenofóbico, provinciano e ignorante. Ah bella Italia. Azzurra comme il pomeriggio troppo azzurro...

 cabô, oba!



Escrito por Kari às 20h28
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Michael Jackson Indiano

Who's "bed", ma "friend"?

*post dedicado pra minha amiga Everyn Everything que confirmou minha dúvida cruel: eles acham isso realmente hype. Tudo, januuuuuuu. Se joga na batida e arrasa!



Escrito por Kari às 22h42
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Vanucci bêbo

ADOOOOOOOOOOOOOORO. Melhor, só o Galvão chorando em 98 (VALEU POR TER ETERNIZADO O MOMENTO, JU)



Escrito por Kari às 22h38
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Rumi

When the rose is gone and the garden faded
you will no longer hear the nightingale's song.
The Beloved is all; the lover just a veil. 
The Beloved is living; the lover a dead thing.
If love withholds its strengthening care,
the lover is left like a bird without care,
the lover is left like a bird without wings.
How will I be awake and aware
if the light of the Beloved is absent?
Love wills that this Word be brought forth.

Mathnawi I, 23-31



Escrito por Kari às 23h06
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Libanesa Pictures Apresenta:

Star Wars - versão turca

E ai de quem mexer com Abdullah Fuad El Hakim Skywalker, entendeu?



Escrito por Kari às 23h26
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Maestro, uma música...

O médico falou: “Deu positivo!”
Não sei por quanto tempo estarei vivo
Agora eu sei que nada adianta
Mas nunca em minha vida eu deveria
ter bebido aquela fanta

Talvez eu não devesse ter falado
Agora, vou perder meu patrocínio
E de acordo com esse raciocínio
Pra não ser injusto ou dar desgosto
Eu vou falar também dos outros

Bebi cada veneno desgraçado!
Que acabei com a massa do meu sangue
Mirinda, crush, seven-up, teen e tang
Gatorade, guaraná, pepsi, grapette
Meu bucho cada dia mais se esfola (2x)
E eu não largo a coca-cola

Eu sempre acreditei ser elegante
Não beber água, só beber refrigerante
O padre disse: “Não é pecado”
Mas eu sei que coisa boa não me sobra
Bebendo essas gororobas...


"Veneno Também Mata" - Falcão

 Porque eu nunca deveria em minha vida ter comido aquele kibe.



Escrito por Kari às 23h07
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Auf Wiedersehen, Oliver Kahn.

Nos veremos numa próxima copa do mundo - noch ein mal?



Escrito por Kari às 11h24
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mais do mesmo

Ronnie está ótimo. Tomou remédio, comeu ração, biscrok e bifitos. Está serelepe e fazendo tratamento com Florais de Bach, pode?

Õõõõõõõ... e mais um blog BOM!

Ela voltou a blogar. Ainda bem. Porque as histórias da Ju são sensacionais. Pra quem não tem o privilégio de ouvi-las pessoalmente: visitem o blog. :) Adoro a historia da menina louquinha que catava papel com merda, do pintinho preto e as sensacionais fotos dos macacos pregos mandando brasa (ela é veterinária).

Bye Bye Brasil! Acabou a putaria, vamos trabalhar, povo!



Escrito por Kari às 22h42
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Nosso novo bebê...

Calma. Não embuchei não. É que hoje buscamos o "Ronnie" (nome provisório). A história dele é bem triste... Ele foi abandonado pelo dono em uma praça apenas com um saco de ração. Subiu em um banco e esperou o dono por três dias. Então, foi resgatado e tratado. Está em tratamento pois tem dermatite no pescoço e conjuntivite. E com o pelo raspado porque estava imundo.

A foto à esquerda é a de quando ele chegou na clínica. Não soubemos definir a raça, parece um melange de poodle com schnauzer. Logo, um vira-latas.  Mas muito dócil.

Chegou em casa e já ficou taradão querendo fornicar com minha poodle de Notre Dame (a minha tortinha linda), tivemos que separá-lo. E até que se adaptou com o Harry... Embora ainda se estranhem um pouco. Porque o "Ronnie" adora cheirar o pitico do Harry. E o Harry fica nervoso.

Já está vacinado e em final de tratamento de dermatite e conjuntivite. Ele é um amor e não imagino os apuros pelos quais ele já passou, pois é extremamente assustado e dócil. Ele beija nossa mão, faz festinha. Como se nunca tivesse tido colo.

Vai tomar banho na segunda e ficar lindão, já. E, em breve, estará bem mauricinho que nem o Harry - nosso poodle absurdamente fofo.

Agora, só falta um nome. Pensamos em:

- Henry (em homenagem ao jogador da França que marcou um gol contra o Brasil);

- Fuad (saudoooso Fuad Amin);

- Said (nem vem, muito próximo ao nome do meu turco, logo, já descarto).

Ainda não chegamos a uma conclusão...



Escrito por Kari às 18h10
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ah!libanezza!




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