Pakistani kids

Assista o vídeo abaixo. Incline a cabeça levemente para a direita. Agora diga: oooohhh!

Bom Feriado!



Escrito por Kari às 19h36
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Oh, Pakistan!

Ele tentou me adicionar de novo e disse que é muito perigoso. Ha-ha. Enjoy, bêibies, tinha que compartilhar nesta quarta-feira chata de quase feriado! Deus abençoe o Orkut!

De repente, pá!



Escrito por Kari às 08h56
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Índia x Paquistão, o eterno blablabá

 

Lendo alguns relatos na Internet (como o da Renata, para o blog Indi(a)gestão), artigos, relatos de um ex-namorado fascinado pelos dois países e o clássico “Na Pele de um Intocável”, um diário de um jornalista francês que vive a realidade de um intocável; não resisti e relato o meu ponto de vista do lado de cá da fronteira em Lahore. Mas antes:

 

1. Não conheço a Índia pessoalmente. Não está nos meus planos, mas gostaria de conhecer um dia. O que escrevo baseia-se em relações pessoais com indianos e paquistaneses. No Brasil, no Paquistão, no Canadá e na Itália.

 

2. Não sou contra o Hinduísmo nem a favor do Islam (embora já tenha sido);

 

3. Não tomo partido em nenhuma disputa política, tenho sérias críticas ao governo e a sociedade paquistanesa e acho que a Caxemira deveria ser território do Brasil, logo, minhas opiniões baseiam-se apenas em experiências pessoais.

 

Individualismo

 

Sem sombra de dúvidas, acredito que o indiano médio seja muito mais individualista do que o paquistanês médio. Ok, não quero generalizar mas estou falando em termos gerais (euh). O jornalista Marc Boulet explicou o fato através da religião: o Hinduísmo é uma religião individualista onde praticam-se boas ações para que o ser humano não reencarne como um rola-bosta na outra vida; enquanto o Islam pregaria um equilíbrio entre a sociedade e que as boas ações fossem feitas por amor ao próximo – pois, afinal, este amor seria uma prova de amor a Deus e Ele está em todo o lugar (e que não deixariam de ter seu peso na balança no dia do juízo final).

 

Não acredito nesta tese. Embora prefira mil vezes viver em um país Islâmico - que prega uma sociedade igualitária - do que em um país de maioria Hindu, a religião que prega o sistema de castas em uma sociedade onde quem tem a pele mais branca e a conta bancária mais gorda é o top of the pops. A idéia do autor explicaria, em uma sociedade utópica, 100% dos problemas. Mas, ei, em sociedades de verdadinha o fator humano está acima de qualquer Estado Teocrático. Nem todos os indianos são individualistas, assim como nem todos os paquistaneses são a essência da justiça social.

 

Se a Índia é o país pobre e imundo que eu não moraria de jeito nenhum, o Paquistão é ainda mais pobre (mas um pouco menos imundo), mais tosco e mais conservador onde eu viveria tranqüilamente. E o único motivo são as pessoas. Lógico que muitos paquistaneses me emputecem, tais como os populares que me encaram e riem. Mas foram alguns deles que me socorreram quando ainda nem estava em apuros:

 

Quando voltei de Lahore para Peshawar, meu ônibus adiantou-se em 20 minutos quando paramos em um posto de conveniências entre as duas cidades. Meu celular brasileiro recusou o chip paquistanês e não tinha como avisar o Ali que chegaria antes. Resultado: fiquei esperando na estação às 10 da noite sem ter como avisa-lo. Não deu 2 minutos e o pessoal que estava ao meu lado já se propôs a me ajudar. Expliquei que estava incomunicável porque meu celular não funcionava, que não se preocupassem pois o Ali estaria ali a qualquer minuto.

 

A mesma mulher que apontava para mim e dava risadinhas com as amigas foi a primeira a me ajudar. No começo fiquei apreensiva. Ela me emprestou o celular, discou para a casa dele e tirou seu véu para que eu me protegesse do frio. Ela não conseguiu completar a ligação, então outro senhor se aproximou e ligou para o Ali. Em mais dois minutos eu já estava bebendo chá, um grupo já havia se formado e mobilizado celulares, taxis, casacos. Até a chegada de meu anfitrião, fui muito bem tratada. E não é porque sou branca, alta e tenho cara de estrangeira. Na verdade, estava bem a caráter e a carinha de turca engana.



Escrito por Kari às 19h34
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(continuação)

Passei por uma situação semelhante (mas muito mais apavorante) em Milão. Havia perdido um vôo para Dubai e fiquei presa em Malpensa. Sem hotel, sem idéia do que aconteceria e sem ninguém conhecido além de um amigo indiano. Liguei para o Irfan e ele riu da minha situação. Perguntei se ele poderia me ajudar, me indicar um hotel e ele continuou a rir. Ainda foi bem irônico dizendo “a Sra. Jornalista independente que roda o mundo não sabe o que fazer agora?”. Poxa. Depois de ter passado por uma sabatina de contratempos com companhias aéreas, meu estado emocional não era dos melhores e desabei a chorar no telefone. A reação dele? Riu ainda mais e me pediu para que ligasse quando estivesse mais calma. Mas que não ligasse no dia seguinte porque ele iria esquiar.

 

Lógico que não quero generalizar e nem dizer que todos os indianos são egoístas e sádicos como meu “amigo”, mas as histórias que ouvi sobre o individualismo indiano são semelhantes. Ouvi muitas historinhas parecidas, com indianos e na Índia(afinal, o estrangeiro também é considerado imundo para os que seguem o sistema de castas rigidamente), li várias histórias descritas por viajantes de diferentes nacionalidades e quando li o que a Renata escreveu (sobre maltratar mendigos) no blog Indi(a)gestão, não consegui ficar indiferente. Tinha que escrever algo. Tenho amigos indianos maravilhosos (Jeet, Rajeswari, Ramit) que insistem que a cultura indiana é muito parecida com a paquistanesa. Não é. O Ali (que é pathan) arranca o cocuruto de quem disser isso.  A indiferença indiana fez com que eu me sentisse invisível e extremamente sozinha. Já, no Paquistão, era visível até demais e privacidade é o que falta.

Sei que não tenho o direito de escrever sobre a Índia quando nunca estive lá (e como disse, me baseio em experiências estritamente pessoais e de terceiros). Mas tendo vivido o Paquistão, não posso ficar quieta quanto muitos imaginam que haja alguma semelhança entre os dois países. E sabem por quê? Quando falei com meus amigos indianos sobre minhas péssimas experiências com vôos perdidos, eles mal se importaram. Já meus amigos paquistaneses me deram ombro, atenção e ajuda à distância.

O Paquistão é tosco (é sim), é feio, é xexelento em muitas partes. Mas eu amo e não troco por nenhum outro país (só pelo Canadá, pela França ou pelo Brasil).

E para provar que não sou anti-Índia, um videozinho de Bollywood com o maravilhoooso Shah Rukh Khan e Kareena Kapoor (do Asoka, lançado aqui no Brasil mas cheio de cortes):

 



Escrito por Kari às 19h33
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Paquitosco

A dança do acasalamento no Paquistão, segundo alguns filmes eróticos Bs da xepa de Lollywood, é assim:

 nota dez!



Escrito por Kari às 21h44
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Koran with lasers

Alguns exemplares do Alcorão disparando lasers contra Salman Rushdie...

Para quem não sabe, Salman Rushdie é o autor indiano que escreveu "Versos Satânicos", um livro que ofende o Islã (sim, ofende). Uma peitica daquelas.

E falando no livro...

Meu "Versos Satânicos" acabou de chegar de Portugal. Comprei na livrosnet. Não paguei um absurdo de taxas (ficou, exatamente, 24.5 € com envio) e chegou rapidinho. Do Porto para a minha sala. Recomendo a livraria!

Mas o melhor é a embalagem: "LIVROSNET, A SUA LIVRARIA ONLINE". E o sensacional lembrete: contém livros.

Oras pois.



Escrito por Kari às 00h20
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ah!libanezza!




BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, HIGIENOPOLIS, Mulher, de 20 a 25 anos, English, Italian, Viagens, Livros, Fotografia


    

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