80 Corollas

É sabido que o trânsito de sexta-feira é algo absolutamente insuportável, feio, bobo e com cara de mamão. Alguns atribuem o inferno do trânsito de cinco quilômetros por hora a quantidade absurda de carros da cidade.

Eu não.

A culpa é da população de Toyotas Corollas. Dirigidos, quase sempre, por "pessoas que dirigem com mais cautela" (não quero escrever idosos porque é muito politicamente incorreto, nem japoneses, nem mulheres). Pois bem, basta ter um Toyota Corolla na fila de carros onde você está para que o mundo páre e sua paciência fique no limite.

Dizem que a economia brasileira apresenta um crescimento medíocre. Não sei aonde porque só hoje contei 80 Corollas nas ruas de São Paulo em menos de duas horas. Isso porque parei a conta no oitenta. Se continuasse contando, seguindo as estatísticas, dariam, mais ou menos, uns 160 Corollas nas quatro horas que fiquei na rua.

Pior que um Corolla empatando sua vida, só um Corolla dourado empatando sua vida. Corollas dourados, apontam as estatísticas recolhidas pelo Intituto Libaneusa de Matemática no Trânsito, são dirigidos em 99% pelas tais "pessoas que dirigem com mais cautela".

E pior do que um Corolla dourado, só dois Corollas dourados. Ou uma frota de 80 Corollas. Argh!

para exercitar a Elaine Benes que existe dentro de cada mulher

Cena: área de alimentação do Shopping Eldorado ao meio dia. Lotada. Libaneusa e seu sanduíche-íche do Subway em uma mesa de quatro lugares.

Sujeitos extras: uma patricinha quer juntar várias mesas para reunir seu grupo de patricinhas que vão encher as panças no McDonald's.

Favor: a patricinha pede, por favor, para que eu ceda a mesa a elas quando terminar de comer. Ok.

Abuso: estou na metade do meu sanduíche-íche e as patricinhas que querem se sentar na minha mesa chegam. Com bandejas do McDonald's nas mãos, elas esperam que eu termine meu almoço.

Gentileza: peço para que elas se sentem comigo e comecem a comer.

Não-me-toques: elas agradecem com aquela cara de "meu Deus, que louca".

Elaine Benes in me: puxo um livro. Começo a folhear. Saboreio cada pedaço do meu sanduíche-íche. Hmmm, que delícia de BMT Italiano. Hmmmm. Mastigar 30 vezes cada pedaço, saborear cada momento, esperar um minuto a cada mordida para tomar um gole do meu Nestea.

Suspiros: sim, as vacas suspiram, meio putas.

Elaine Benes in me 2: lambo os dedos, pego uma barra de cereal da minha bolsa. Termino de comer, termino meu Nestea, limpo os lábios no guardanapo. Pego o espelhinho na bolsa para ver se está tudo ok, aproveito para arrumar a bolsa.

As vacas: continuam putas. Levanto e vou embora. Depois de 10 minutos aquele Big Mac já estava frio e as batatas, geladas e molengas.

* Se você não conhece Elaine Benes, assista Seinfeld e seja feliz.



Escrito por Kari às 20h57
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Murphy e eu - o burro vai na frente

Qual é o melhor momento para ficar presa num elevador com cheiro de cigarro misturado com cecê?

Quando você está enjoada, atrasada, apertada pra fazer xixi e o mundo está estourando nas suas mãos, no telefone, no e-mail... Minha vida sucks.



Escrito por Kari às 13h32
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smells like rich spirit

Casa Santa Luzia. Um supermercado metidinho a besta que vende desde o básico a preços nada populares (pessoas ricas odeiam o termo 'popular') e fanfreluches carérrimas. Uma boa variedade de chás importados e uma seção de vinhos com alguns crème de la crème da enologia mundial à disposição de alguns endinheiradinhos do Jardins e comarcas adjacentes (sorry, nada de Anália Franco).

Estive lá para comprar meus chás e uma lembrança do ano novo judaico. Paguei minhas comprinhas tentando não esboçar nenhuma expressão de "ai caráleo, que rombo financeiro", cheia de pose e saltinho cor-de-rosa e loira e perua. Com meus chazinhos na sacola, pego o elevador e encontro uma senhorinha podre de rica. Sim, tinha um óculos que berrava aos quatro ventos "HERMÉS, HERMÉS". Aquele cabelinho acaju perfeitamente penteado, scarpin que murmurava "Salvatore Ferragamo" e uma bolsinha Louis Vuitton que não era cópia, sorry to say. Era, aliás, um modelo exclusivérrimo.

Começamos a conversar enquanto descíamos para a garagem. Ela espichou para a minha bota e suspirou:

- Que bota linda! Aposto que não é daqui, né?

- Não... Não mesmo - respondi rindo, yay, e me preparando para não dar uma gafe de classe média dizendo que comprei nos Estados Unidos.

- Nossa, onde você comprou?

- Numa lojinha super pequena lá em Nova Iorque! - é assim que se faz. Por mais que eu seja veramente una ragazza de classe média que se fartou nos Estados Unidos, tinha que dourar a pílula e dar um certo ar de humildade. Porque ostentação é coisa de pobre.

- Que tudo! - ela exclamou saltitante em seu terninho que exalava "Armaaaniiii".

- Que tudo! - respondi sobre a minha bota cor de rosa que comprei na sale da Sketchers (uma loja muito popular, praticamente um DIC) pós Natal. Mas isso ficou em off, claro.

Entre a rua 37 e a Avenida das Américas há uma certa diferença, digamos, de classes. Mas o ego da minha conta bancária tão judiada e frugal ficou tão massageadinho. Felice, felice.



Escrito por Kari às 10h28
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Na auto-estima anatomia é o destino (sic)
 
A bola da vez é pagar 400 réis para uma consultinha com o Dr. Malcom Montgomery. Ou 3000 dinheiros por um implante de anticonceptional subcutâneo - que sairia di grátis no seu médico de convênio. Entrei no sítio do supracitado doutor para conhecer esta técnica e, quiçá, trocar minha "pírula" por "adisivi". Tenho medo, sacomé. Se funciona, beleza, se não funciona... Te convido pro chá de bebê.
 
Pois bem, o motivo do meu post é uma indignação: seria este doutorzinho de precinhos milionários alguém digno de confiança? Não confio em nenhum tipo de devasso, quanto mais nos devassos gramaticais metidos a poetinhas do clichê cotidiano.
 
As pérolas desse tio causariam estertores na Nanami. Vejam só algumas delas:
 
 
 
 
 A sexualidade feminina vem em ondas, como no mar. (num indo e viiindo infiniiiito, aê Lulu - um pê-ésse: o texto se chama Menage à Trois e trata, na verdade, de um casal transando no período de gestação, uhuu Freud, uhuu, que título!!)
 
 É preciso repensar os valores. (quase um Amado Batista)
 
 
Chega, chega, chega. Muito pro meu córtex judiado. Vou me entregar ao sono com um quê de romantismo, já que ouvi "Sounds Like a Melody" numa voz que não era a do vocalista do Alphaville. Sim, uma das minhas músicas favoritas... Diliça, diliça.
 
it's the definite show
our shadows resting in the moonlight
it's so clear and bright in your eyes
it's the touch of your sighs
my lips are resting on your shoulder
when we're moving so soft and slow
we need the extasy, the jealousy, the comedy of love
like the cary grants and kellys once before


 


Escrito por Kari às 00h10
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sujeira com gostinho de quero mais

Hoje fui até a Liberdade com a minha mãe para comermos guioza. Entramos no restaurante favorito do Albert (um amigo chinês), um tal de Sweet Heart ali na Rua dos Estudantes. O nome é tosco como qualquer outro restaurante chinês na Liberdade: Campeão, Restaurante do Amigo etc.

Não sei que diabos eles fazem para manter a mesa tão encardida, mas eles mantém o móvel espantosamente sujo. Vi pela sujeirinha encrustrada nos plásticos de temperos e, também, por algum pedaço de não-quero-saber-o-que que grudou no meu antebraço.

Passado o nojo inicial, pedimos nosso guioza. Delicioso. Olhei para a cozinha que ficava separada do restaurante por um vidro. O chinês limpava seus dedinhos num paninho cinza. Espero, de coração, que a cor do paninho fosse cinza de cor de pano cinza e não de pano branco que ficou cinza pelo sabor artificial de sujeira.

Continuei comendo o melhor guioza da minha vida enquanto o simpático host chinês apresentava pratinhos frios para chineses de verdadinha que iam lá para comer e conversar em putonhua (não se esqueçam que a Neusa estudou chinês).

- Nhonhonhonhóin? - perguntava o chinês de verdadinha.

- Nhonhonhó nhonhonhonhó! - respondia o host.

Enfim, o host era um chinês mui simpático e trajava seu boné da sorte. Sim, boné da sorte porque, julgando pela cor, ele não deveria tirar nem para ir ao banheiro.

Então chegou o meu yakisoba. Quando minha mãe, aquele ser humano louro de alma tão serelepe, virou-se para perguntar ao ching ling o que eram aqueles pratinhos frios que os chineses de verdadinha escolhiam no balcão.

- Isso é bucho de boi, né! Isso é pé de galinha, né! Isso é linguiça roxa de boi, né! Isso é "olelha" de porco, né!

Bom apetite, Neusa.



Escrito por Kari às 18h12
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"The airport, already, was a world I had never seen, a microcosm of a universe that I knew I would always be apart from, never a part of."

Sexta-feira, seis da tarde. Saio da Cásper para comprar o livrinho indicação do orientador do projeto experimental. Ó céus, porque a seção de "religião" fica exatamente ao lado dos "pocket books"? Nunca vi um bicho tão preguiçoso pra terminar livro como eu: sempre empaco nas últimas páginas, li o "Fúria" do Rushdie em 4 dias mas as últimas 20 páginas levaram dois meses. Go figure?

A verdade é que pra ler porcaria (esses romances pockets de menininha que são vendidos a granel nos supermercados estadunidenses, ingleses e canadenses) eu sou rapidinha. São livrinhos deliciosos de ler e que calibram seu vocabulário em inglês. E são histórias deliciosas, despretensiosas, casuais e... tão reais!

Não resisti a capinha colorida do "The Village Bride of Beverly Hills". Conta a história de uma indiana que se mudou para a Califónia para se casar com um marido prometido. É tudo o que sei até agora. Ok, a historinha é clichê e já deu filmes como "Bride and Prejudice" (sacou, sacou?) e o cacete. Mas o plus do livro é a visão da protagonista ao chegar aos Estados Unidos, de certa forma muito semelhante à nossa na primeira vez que pisamos nos States.

Hm, claro, eu odeio os Estados Unidos. Mas que lá é legal pra caralho, orra meo, não dá pra negar. A protagonista, Priya, encanta-se com os supermercados, com o aeroporto, com as lojinhas, com a diversidade étnica. Enfim, tudo. Não é diferente do que senti quando pisei em solo estrangeiro pela primeira vez: Londres. Desembarquei no Charles de Gaulle para fazer conexão com o Heathrow.

Descobri ali um universo étnico que nunca imaginei existir fora das páginas da National Geographic: jamaicanas esguias de rastafari e unhas roxas compridas, indianas trajando sáris e tênis, muitos árabes de touquinha e camisola (tá, eu sei), filipinos (esses, pra mim, eram uma novidade, onde já se viu japonês de pele parda?), negros africanos de nariz fino e beeeem 1 da manhã, francesas magérrimas e estupidamente lindas, americanos gordos ocupando espaço e comendo Pringles na espera da conexão, ingleses parecidos com a Camila Parker Bowles e muitos problemas dentários.

Não é diferente da minha sensação de "putz" que tive ao entrar no Wal Mart canadense. Esqueçam o conceito de hipermercado. Lá na América do Norte eles vende de tudo - menos verduras, frutas e legumes. Você encontra Barbies de colecionador por 10 dólares (yaaaay), aparelhos de DVD por 35 e chapinhas de porcelana por míseros 20 dólares canadenses!

A lição que eu tiro disso tudo é que morar no terceiro mundo sucks. E na Índia deve ser pior.



Escrito por Kari às 23h07
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o camelinho é tão bonitinho!!!


uuuuuui qui tchuki-tchuki

Hoje, em sessão mamãe-filhinha de cinema, fui ao Espaço Cultural Unibanco para assistir "Camelos Também Choram" com a Bubu-mãe. Assista. O filme é maravilhoso. Mas se você é pato(a) pra chorar como eu (que me acabo em lágrimas assistindo "Em Busca do Vale Encantado"), prepare-se.

O filme começou. Em 10 minutos eu já tinha lágrimas nos olhos porque todos os bichinhos eram lindos e fofos e que vontade que eu tinha de adota-los e coloca-los todos na minha cama pra nanar comigo.

Deu 15 minutos de fofura e ternura e a Neusa cai em lágrimas: "mããããe, eu vou embora, eu não agüento".

Hm. 20 minutos: "Mããããe, eu vou embora, não agüento, vou fazer escândalo aqui".

Ok. 30 minutos: "Snif, snif, snif".

E 40 minutos: "Mãããe, eu não agüento, eu vou embora".

Agüentei até o final. Um dos filmes mais lindos que já vi na vida. A história é linda, não tem final trágico como outros filmes asiáticos. Ao contrário. 

Mas só de lembrar do camelinho albino eu já me desmancho em lágrimas. Assista. Mas em casa, com uma caixinha de lenços ao lado.

Snif, snif, snif...



Escrito por Kari às 21h38
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pulando de babydoll de náilon como o Rei David

Pior do que uma bela enxaqueca dominical é ter uma música na cabeça. Daquelas que grudam no córtex. Obrigada, Carlos Eduardo. Num quarto escuro, sem som ou luz, me entrego aos efeitos de Tonopan e Voltaren e fico cantarolando mentalmente "o babydoll de nylon combina com você" e "vou pular como o rei David".

Inshallah essa enxaqueca fosse só ressaca.

 



Escrito por Kari às 00h54
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ah!libanezza!




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